Eduardo X Colombo: Mais um capítulo do mal estar

No abre da minha coluna diária publicada hoje de manhã, aqui no SC em Pauta, escrevi que a grave crise financeira do Estado antecipou o inevitável, que é o azedamento da relação entre Eduardo Pinho Moreira (MDB) e Raimundo Colombo (PSD).

Vivendo os bastidores do Centro Administrativo, eu já percebia pelo cenário que se desenhava, que haveria a cobrança de Pinho Moreira, mais cedo ou mais tarde, das ações do governo Colombo, como uma forma de afastar de si a responsabilidade pelo impacto dos números assustadores, que ameaçam como um verdadeiro tsunami, de causar estragos sem precedentes à nossa dita ilha.

Uma liderança ligada ao Executivo estadual, me procurou para se manifestar em defesa de Pinho Moreira (MDB), como uma resposta ao que disse um pessedista a esta coluna publicada na manhã de hoje, de que o emedebista fez parte do governo e que sempre soube da situação financeira do Estado. Segundo o representante do MDB, não é de hoje a notícia que a situação financeira preocupa o hoje governador, lembrando que em agosto do ano passado, ainda como vice-governador de Colombo, Moreira já dizia: “A crise chegou forte em Santa Catarina. É preciso adequar as despesas urgentemente. Neste momento, não temos como fechar o orçamento de 2018”, teria dito o então vice-governador, segundo a fonte, lembrando que o registro está nos jornais da época.

O emedebista disse ainda, que vale lembrar que, como vice, Pinho Moreira não tinha como determinar a política econômica do Estado, já que a indicação do secretário da Fazenda é uma prerrogativa do governador, no caso, de Raimundo Colombo na época. “Hoje com a caneta na mão, e secretariado escolhido, ele faz o que pode para recuperar as finanças do Estado, como o corte de cargos comissionados, funções gratificadas, secretarias executivas e Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs), entre outras medidas”, afirmou.

A liderança destaca ainda o que lhe foi dito por Pinho Moreira: “É preciso coragem para fazer as mudanças necessárias, independentemente dos enfrentamentos políticos e, principalmente, responsabilidade para também dizer não”. Como escrevi anteriormente, a crise afastou Colombo e Moreira.

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