É o PSDB que define as eleições (?????)

O fim de semana passado foi o primeiro grande momento das eleições 2018. O fim do prazo para desincompatibilização e do prazo de mudança de partido para os políticos que vão enfrentar as urnas em outubro é pano de fundo. Por traz dele ocorreram momentos importantes a serem observados. Particularmente acompanhei todos os movimentos de quinta a sábado, por de traz do pano, ou seja, nos bastidores. Reforço a tese de que a eleição depende mesmo é do PSDB. Eduardo Moreira, por exemplo, só será candidato se o PSDB lhe oferecer o vice: Napoleão Bernardes. Raimundo Colombo está conformado de que perdeu a queda de braço com Gelson Merísio e a tríplice aliança, originalmente criada por Luiz Henrique da Silveira, acabou.

Só na boa

Eduardo Moreira “vai só na boa”, isto é, por exemplo se o PSDB estiver com ele, porque em qualquer outro cenário o jogo expõe o desgaste de 16 anos no Poder e vira disputa arriscada. Por isso, hoje e até que se definam as coligações, o PSDB tem mais força no governo que o próprio PSD.

O vice de EM

Napoleão Bernardes é o vice desejado por Eduardo Moreira, que atualmente tem bom diálogo com o presidente estadual da sigla, deputado Marcos Vieira, e afinou com Leonel Pavan.

Verticalização

O fator de maior influência no cenário estadual passa ser a eleição presidencial, pois se Michel Temmer (PMDB) for candidato irá disputar com Geraldo Alkmin (PSDB) e tornam-se imprescindíveis dois palanques. Neste caso Moreira está fora. Em qualquer outro cenário há de se considerar a estreita relação de Moreira e Alkmin.

Paulo Bauer

Paulo Bauer é hoje o tucano melhor cotado às eleições. A ele interessa chapa pura por dois motivos. O primeiro é que ele é quem ocupa lugar na “janelinha”, ou seja, candidato a governador. A outra é porque se a aliança for com o PMDB, corre o risco de ter que disputar vaga no Senado num jogo de risco onde podem estar ainda Raimundo Colombo e Esperidião Amin, além de um nome do PMDB, que seja quem for, fica forte.

Da genética

Com Paulo Bauer andam aqueles cujo sangue que corre nas veias tem o filete azul, cor do Partido Progressista. É a turma que deseja reeditar relações das antigas na política e que tem dificuldades de estar  no mesmo palanque do PMDB.

Ausentes

Eduardo Moreira não foi ao último ato de Raimundo Colombo, que entregou a renúncia na Assembleia Legislativa, quinta-feira. No dia seguinte foi Raimundo Colombo que não compareceu para prestigiar a posse oficial de Moreira no mesmo local. No sábado Moreira não foi ao ato de pré-lançamento da candidatura de Colombo ao Senado.

“Separados se amam”

Mesmo que as circunstâncias empurrem Colombo e Moreira para trincheiras distintas, ambos tem lá seus planos juntos. A Colombo interessa que Moreira ganhe as eleições, porque a herança que deixa pode ser explorada por quem vier depois. A Moreira interessa que a simpatia de Colombo fragiliza o adversário Gelson Merísio.

Tucanos em festa

Os líderes regionais do PSDB se reuniram sábado em Criciúma, na festa de aniversário da deputada federal Geovânia de Sá. Vieram o senador Paulo Bauer e o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes e tucanos de mais de 40 municípios da região. Hoje a parlamentar comemora o aniversário em evento com o PSDB Mulher.

FRASE DO DIA

É muito bom ser aplaudido no início, mas é melhor ainda ser aplaudido no final

Raimundo Colombo,  ex-governador ao fazer uma espécie de despedida do governo e largada para a disputa deu ma vaga ao Senado.

 

EMCRICIÚMA  (Paroquianas)

Saltando juntos

A “janela” em que a legislação eleitoral permite a troca de partido sem perda do mandato é só para deputados, pois não haverá eleição municipal. Por isso o vereador Daniel Freitas, de Criciúma, que saiu do PP e foi para o PSL (de Jair Bolsonaro) vai enfrentar processo de cassação por infidelidade partidária. A situação é diferente do vereador Júlio Kaminski, que está buscando na Justiça Eleitoral uma forma de sair do PSDB sem perder o mandato de vereador. O caso de Kaminski é um, o de Freitas é outro, mas para ambos a questão jurídica será inevitável. Ora, se Freitas vai disputar a eleição de 2018, a lei deveria incluí-lo na lista da janela. Havemos de lembrar que essa tal janela foi mais um destes “jeitinhos” criados na legislação brasileira.

PELA VAGA Se Daniel Freitas vier a perder o mandato, abre-se uma outra discussão jurídica, pois a primeira da lista para assumir seria a primeira suplente Ângela Mello. Ocorre que ela não desfilhou-se do PP, mas está trabalhando com a peemedebista Ada De Lucca. Logo, quem passa a brigar pela vaga  é o peemedebista Vanderlei Zilli (PMDB).

NA PRAIA Na semana passada o professor Adriano Ozelame saiu do PP e foi para o PSD. Recentemente um dos maiores articuladores do PP em Criciúma, Giovani Zapellini, transferiu o título para o Balneário Rincão, onde deve disputar a eleição pelo seu PP.

ALÔ SALVARO Brincadeira de bastidores é que o PP de Criciúma começar a encolher, em virtude das últimas perdas, terão que de novo chamar o prefeito Clésio Salvaro. Foi ele quem reascendeu o PP em Criciúma, quando convidou Márcio Búrigo para ser o seu vice na eleição de 2008.

 

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