Do Sul…

Empuxo “reverso” na greve

Setores produtivos que vinham aplaudindo a greve dos caminhoneiros revertem a força desde ontem. Mesmo os que arrancaram com força a favor da greve mudaram. E não há relação com qualquer apelo feito pelo governo federal, mas com a percepção do impacto negativo que a greve provoca na economia e a suspeita de que houve infiltração no movimento. Alguns denunciaram que a infiltração era dos “vermelhos” – expressão que simboliza o PT e os sindicatos. Este pode ser o fato novo da greve. Os manifestantes se considerarem usados (massa de manobra). Alguns mais extremistas consideram que “os vermelhos” acharam um jeito de ressurgir das cinzas. Se isso é verdade, estratégia do governo ou até mesmo pesadelo capitalista não sei. Sabe-se é que hoje, décimo dia da greve dos caminhoneiros, deve ser o último. Não se trata de desejo, nem opinião, mas percepção.

Tá na mão

Depois dos caminhoneiros a classe que poderia fazer as mudanças que o povo de fato quer – muito mais do que a redução no preço do óleo diesel – é a dos prefeitos. São mais de 5,5 mil no país. Eles e os vereadores estão ao nosso alcance. Afinal, são os municípios os que mais perdem na escala da gestão pública. Então, porque os prefeitos não se inspirem nos motoristas.

Decisão tomada

Os prefeitos da Amrec reuniram-se ontem na sede da associação carbonífera para adotar medidas emergenciais para manter serviços emergenciais. O melhor que houve na reunião foi a notícia de que o prefeito de Criciúma conseguiu 21 mil litros de gasolina e poderá ajudar os demais para manter os serviços de urgência. Além disso a discussão ficou entre decretar ou não ponto facultativo sexta-feira. Todos devem fazê-lo.

“Assustados”

Quem teve acesso a uma reunião ontem na Assembleia Legislativa, com a presença d governador Eduardo Moreira, deputados, presidente do Tribunal de Justiça e representantes de uma enorme cadeia de lideranças do serviço público ou de corporações privadas garantem que viram gente assustada. A greve impôs pânico. A conclusão é de que a vida deve ser retomada imediatamente sob o risco de prejuízo incalculável.

Previsível

Não surpreende a forma como setores produtivos bateram cabeça em relação a greve. CDLs de várias cidades fechara as portas e foram para a rua protestar engrossando o movimento grevista, enquanto em Criciúma a entidade varejista fazia todo esforço para diminuir o impacto da crise nas vendas. Forma diferente de olhar para o mesmo evento. Este é apenas um exemplo. Vários setores divergem de como devem reagir ante a greve que começou pelos caminhoneiros.

Bem organizados

Os tais Comitês de Gestão e Crise instalados pelo Governo do Estado sob a regência da Defesa Civil em cada uma das regiões faz um trabalhou estratégico brilhante. O grupo da regional de Criciúma demonstra organização e agilidade. Ontem no final da tarde articulou pela liberação de alguns caminhões de combustível retidos nas barreiras.

Deixe seu comentário:

Pin It on Pinterest