Definida a data da convenção do MDB, DEM se reúne no sábado, segue a pressão para tirar pessedistas do governo entre outros destaques

Um dos principais debates da eleição deste ano, será a redução do Estado catarinense e, consequentemente de seus custos. Falar de “estado mínimo” não é ultrapassado não, é mais do que atual, pois, ou reduzimos as estruturas que tomam a maior parte dos recursos para sustentar a atividade meio, ou teremos cada vez menos a atividade fim, gerando um grande prejuízo social e de desenvolvimento para a população.

É preciso coragem, desprendimento e força para discutir a pauta. Um exemplo, é o custo benefício das estatais, olhemos à Casan. Pertencente de forma integral ao Estado, a conta que deverá ser feita é, se uma eventual venda pode resultar em uma boa renda ao caixa do governo, ou não.

Sob o controle estatal, as empresas tem o seu potencial de avanço muito reduzido, seja em qual área fora. A falácia de que uma empresa pública pertence ao povo, somente engana quem não conhece o funcionamento do sistema, ou se beneficia do próprio.

A Casan mesmo sendo uma estatal, acaba não servindo a população, que é a sua razão de existir. As administrações em grande parte foram e/ou são equivocadas, pois é uma empresa do Estado que busca lucro, o que faz com que não sejam realizados investimentos em obras ou projetos que não são lucrativos, mesmo que isso beneficie uma boa parcela da população. Em suma, não há um olhar social, onde se enxergue a política de saneamento como uma ação de saúde, de bem estar da sociedade que é quem sustenta, neste caso, a Casan.

Notando a ineficiência da Companhia de Saneamento, municípios como Joinville, Blumenau, Criciúma, Itajaí, Joaçaba entre outros, adotaram sistemas municipalizados. Itapema foi além, e tem um sistema privado. Já entre os municípios que mantém contrato com a Casan, se Florianópolis decidir rescindir, é bem capaz que seja inviabilizada a operação da estatal, pois ela deixaria de arrecadar um terço de sua receita total. Quem pagaria a conta disso? O consumidor dos municípios médios e de pequeno porte, sem contar uma maior precarização do serviço.

Portanto, se a Casan não cumpre o seu papel social, serve a interesse político a exemplo da distribuição de cargos, e não atende as necessidades do povo, será que não estaria na hora de privatizá-la? Sem falar, que teimam em seguir operando com um sistema totalmente obsoleto, fechando as portas para a tecnologia que daria uma maior resposta à população, além de baixar consideravelmente os custos operacionais.

Lembro de quando Murilo Flores, presidiu a antiga Fundação de Amparo à Tecnologia e ao Meio Ambiente (Fatma), atual Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). Ele percebeu na época, que o sistema de tratamento de esgoto tinha falhas de gestão, manutenção e vazamento. Chamou a atenção do governo, até que se chegou a uma certa melhoria, mas não o suficiente e, nem na velocidade que se queria. Portanto, esse é um debate importante e, podemos incluir a Celesc, que pertence um pouco mais de 50% ao Estado, mas que também nos últimos anos apresentou falhas ao não investir em melhorias e, nem acabou com as redes monofásicas no interior. Quanto a SC Gás, também não é erro algum pensar em vendê-la à iniciativa privada. Mesmo se pagando, a companhia de gás, também poderia gerar um bom recurso aos cofres do Estado.

Parcerias

Flores criou o projeto para as rodovias.

Em falar no ex-secretário de Estado do Planejamento, Murilo Flores, lembro que uma vez falamos a respeito das rodovias. Ele trabalhava numa ideia que apresentou ao então governador Raimundo Colombo (PSD), de conceder à iniciativa privada, ou adotar Parcerias Público Privadas, dando o direito às empresas vencedoras que cobrassem pedágio. É inquestionável, o quanto essas rodovias estaduais iriam melhorar dando mais qualidade às viagens dos usuários, sem contar uma maior segurança a quem usa as estradas para escoar a nossa produção. Partiu dele, a ideia de parceria com o Governo Federal. Por exemplo, quando a BR-282 for concedida, a SC-283 entrará junto no pacote. Neste caso ainda não foi autorizado, porém, a concessão da BR-470, também estará incluída a rodovia Jorge Lacerda que liga Gaspar, Ilhota e Blumenau. Na Serra Dona Francisca também terá integração com a 280, integrando todo o sistema. Flores também defende que rodovias que não comportam pedágios, sejam exploradas através de sua faixa de domínio, com o incentivo aos shoppings, postos entre outras fontes de renda ao Estado.

Unidos

Ontem o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), recebeu em seu gabinete o pré-candidato ao Governo do Estado, deputado Mauro Mariani (MDB). Alinharam as agendas e já marcaram um encontro em Florianópolis, com os prefeitos da região de Criciúma para a próxima semana. Pinho Moreira quer aproximar as lideranças de sua base política de Mariani, que deseja ter no atual governador o presidente do Conselho Político de Campanha. Também ficou definido durante a conversa, que a convenção emedebista será no dia 4 de agosto na Assembleia Legislativa, devendo começar por volta das 11h. Ainda ontem, Mariani também já começou a organizar as questões jurídicas e contábeis para a eleição.

Sobre a liderança

Durante o almoço da bancada do MDB na Assembleia Legislativa, os deputados pediram ao líder Carlos Chiodini, que marcasse uma reunião com o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB). Os parlamentares também entendem que o governador deve coordenar a campanha de Mauro Mariani. Quanto a condução do processo, o deputado Valdir Cobalchini lembrou de Luiz Henrique da Silveira como candidato ao Governo. A ele foi atribuída a condução da composição majoritária, por isso, Cobalchini defende que Mariani conduza as conversas para construir a chapa, inclusive com os nomes na majoritária. “O MDB precisa delegar a ele essa condição”, afirmou.

Corte de investimentos

Outro ponto da conversa entre o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), e o pré-candidato emedebista ao Governo do Estado, Mauro Mariani, é quanto ao corte de investimentos federais em Santa Catarina. Acontece que o senador Paulo Bauer (PSDB), descobriu há tempo que o presidente Michel Temer (MDB) enviaria um projeto de lei ao Congresso Nacional, para promover o corte de R$ 500 milhões do orçamento da União, sendo que R$ 146 milhões seriam destinados a Santa Catarina. Temer promete reposicionar o dinheiro para o Estado em agosto, mas, como o governo tem problema de caixa, a bancada catarinense no Congresso não aceitou calada tamanho prejuízo. O setor empresarial também se movimentou, mas, a princípio a votação deverá ser pautada na próxima terça-feira.

Sem definição

Uma liderança pessedista confirmou a informação que divulguei ontem, sobre a data de 21 de julho reservada para a convenção do PSD. Porém, segundo a fonte, a data está reservada mas ainda poderá mudar. Quanto ao local, o ato deve mesmo ficar para o Instituto Estadual da Educação de Florianópolis.

Democratas

O presidente estadual do DEM, deputado João Paulo Kleinubing que é pré-candidato ao Governo do Estado, convocou uma reunião do partido para este sábado (30) as 08h, no Hotel Castelmar em Florianópolis. A pauta não foi adiantada para as lideranças demistas. A única orientação é que os pré-candidatos compareçam de terno, para o início da produção do material de campanha. Uma das pautas deverá ser as conversas com os demais partidos. Kleinubing irá relatar o cenário e o que tem de possibilidade para o DEM. Cotado para também compor a chapa majoritária, o empresário de Chapecó, Antônio Rebelatto, não comparecerá por motivos profissionais.

Podemos dividido

No que depender do deputado estadual Natalino Lazare, o Podemos estará fechado com o PSD, porém, se depender do também deputado Fernando Coruja, a coisa não será bem assim. Coruja que é da região de Lages, deseja disputar uma vaga ao Senado, justamente para rivalizar com o ex-governador Raimundo Colombo (PSD). Ele tem dito nos bastidores que a questão da aliança deve ficar nas mãos do presidenciável, Álvaro Dias.

Sete chaves

Deve acontecer uma nova reunião ainda nesta semana, entre os pré-candidatos ao Governo do Estado, deputados Gelson Merisio (PSD) e Esperidião Amin (Progressistas), com a presença do ex-governador Raimundo Colombo (PSD), e do presidente estadual do Progressistas, deputado Silvio Dreveck. A ideia é discutir a exaustão o processo de composição da aliança.

Quer antecipar

 O pré-candidato a governador Esperidião Amin (Progressistas), insiste em antecipar a convenção de seu partido. Ele lembrou que foi o pioneiro na ideia de antecipar a escolha do nome entre os dias 20 e 30 de julho. É possível que a data coincida com a do PSD e demais partidos da aliança.

Quer os tucanos

Ainda há uma convicção nas hostes emedebistas, de que é possível conquistar o apoio do PSDB na eleição deste ano. Quando questionei o pré-candidato a governador, deputado Mauro Mariani (MDB), sobre a conversa que ele e o senador Dário Berger (MDB) tiveram com o presidente estadual tucano, deputado Marcos Vieira, em Florianópolis. Ouvi como resposta que a conversa foi boa. “Sempre é boa, pois o PSDB teve uma participação fundamental com o Luiz Henrique, e o MDB ajudou o PSDB em seu crescimento no estado. Em 2016 eles foram os nossos maiores parceiros. A gente respeita, eles tem uma candidatura posta, mas nós também temos. Mas não fechamos as portas”, me disse Mariani.

Relação abalada

Em uma conversa durante a noite de ontem, o pré-candidato a governador, deputado Mauro Mariani (MDB), me disse que a sua situação segue abalada em Brasília, com o grupo ligado ao presidente Michel Temer (MDB), com quem ele tem batido de frente já há alguns meses. Quando o questionei sobre possíveis prejuízos, já que o grupo de Temer não aceita afrontas, Mariani respondeu que não está nem aí para os caciques nacionais de seu partido. “Azar é deles. Eu tenho o dever de responder pelo mais organizado MDB do Brasil, que é o de Santa Catarina. Eles tem que nos respeitar, não somos massa de manobra de ninguém. A nossa voz será ouvida, mesmo em discordância a deles. Podemos concordar com algumas coisas, mas não teremos medo de divergir”, disse. Completei a pergunta, querendo saber se essa situação poderia gerar uma intervenção. Segue a reposta: “Não, o diabo sabe para quem ele aparece”, finalizou Mariani.

Cargos do PSD

Segundo uma fonte ligada ao MDB estadual, os cargos do PSD no governo de Eduardo Pinho Moreira (MDB), são considerados “ad nutum”, ou seja, são de confiança, portanto, chamados de cargos em comissão, de livre nomeação ou exoneração. “Quando um partido vai para a oposição, os seus indicados devem seguir o mesmo destino”, alertou a liderança. Já há algum tempo, lideranças emedebistas pedem a Pinho Moreira, que exonere a todos os indicados por pessedistas.

Renúncia

João Paulo Taumaturgo, renunciou ao cargo de presidente estadual da JPSDB. Na semana passada, ao flagrar em um restaurante de Chapecó, Taumaturgo atuando como assessor de um pré-candidato a deputado federal pelo MDB, o presidente estadual do partido, deputado Marcos Vieira, decidiu tirá-lo do cargo. Em nota enviada a Vieira e à imprensa, Taumaturgo anunciou o seu pedido de renúncia. Segue:

“Bom dia Presidente! Tudo bem com o senhor? Estava esperando um convite para um café, para conversarmos.

Nesses últimos meses aprendi muito a frente da Juventude do PSDB de SC, assim como enquanto Diretor na JPSDB Nacional. Quero lhe agradecer por esta oportunidade!

Conheci pessoas incríveis, assim como pessoas nem tanto.

Presidente, sempre fiz política por gosto, por convicção ideológica. Eu realmente acredito em um país melhor. Sonho? Utopia? Pode ser… mas se não for pra ser assim não tem graça.

Não uso da política como fonte de renda, apesar de que já tive renda através dela! Mas, sempre defendi que nosso sustento venha do empreendedorismo, da geração de riqueza!

Confesso que já tive vaidades, afinal quis muito ser o “Presidente”. Porém, hoje olho pra isso tudo que o nosso país está vivendo… corrupção em cada esquina, leis sendo descumpridas com normalidade, ou pior, leis sendo criadas exclusivamente para favorecer alguém.

Outra coisa que me assusta é em um país quebrado vermos políticos criando um fundo bilionário para fazer campanha política. Tenho certeza que o senhor sabe de exemplos bem piores de como o nosso Brasil vai mal!

Por conta disso tudo entendi que precisamos ser menos eu e mais nós.  Menos PSDB e mais Brasil. Menos um e mais coletividade.

Nesse sentido, e por saber também que minha presidência vem incomodando figuras partidárias, venho pedir Renúncia deste cargo.

Sigo filiado e a disposição do PSDB porque a Social Democracia me representa. Claro, se esse for o desejo do partido. Quero aproveitar esse momento para comentar com o senhor sobre a gratidão que sinto por todos os Presidentes Municipais e Estaduais que demonstraram apoio nesses últimos dias! Não foram poucos, por isso não correrei o risco de nomeá-los.

Forte abraço presidente!

PS.: Não se esqueça do nosso estado e do nosso país depois que o senhor estiver reeleito, por favor.

PS 2.: Estou a disposição para as formalidades documentais de renúncia.”

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

Deixe seu comentário:

Pin It on Pinterest