Debate: Faltaram propostas para o Estado, João Rodrigues manterá candidatura entre outros destaques

Candidatos ao final do debate.

A Rádio Som Maior de Criciúma realizou no sábado (11), com os candidatos ao Governo do Estado, o primeiro debate dessa eleição. Mas antes digo, que a organização do debate que teve como mediador, Adelor Lessa, merece o reconhecimento pela iniciativa. Gelson Merisio (PSD), Leonel Camasão (PSOL), Décio Lima (PT), Mauro Mariani (MDB) e Carlos Moisés (PSL), apresentaram as suas ideias dizendo o que farão caso se elejam.

Mariani falou sobre o incentivo a quem deseja empreender, gerando políticas fiscais, mas que não penalizem o Estado. “Precisamos estender um tapete vermelho para o empresariado, disse, ouvindo como resposta de Camasão, que o tapete será estendido ao trabalhador. Sem poupar palavras, Camasão chamou os demais candidatos de representantes da velha política, os quais, segundo ele, se juntarão após a eleição.

Seguindo a respeito do desenvolvimento econômico, Merisio destacou que Santa Catarina é um Estado empreendedor, mas, defendeu mais incentivo à infraestrutura e a aposta na tecnologia e inovação, incluindo a construção de centros. Por sua vez, Mariani defendeu que os investimentos sejam feitos no turismo, que responde por 13% do PIB, aproveitando o clima e o potencial do Estado, enquanto que o Comandante Moisés (PSL), destacou a importância do incentivo aos produtos catarinenses. “O produtor local cresce, o retorno em tributos volta, é cíclico”, afirmou.

Falando de saúde, o petista Décio Lima anunciou que entregará amanhã ao TRE, o seu plano de governo, prometendo criar o Sistema Único de Saúde dos Catarinenses, o SUSC. Lima promete que os serviços do básico até a alta complexidade chegarão aos municípios.

Já quanto a gestão pública, Merisio que defende o fim da descentralização, destacou que vai extinguir 1,2 mil cargos, de um total de 1,4 mil comissionados. Anunciou que acabou a geografia das urnas e, que a política será feita por convicção. Por sua vez, Lima disse que é preciso renovar a estrutura do Estado e, criticou a Casan pela situação do saneamento básico, o qual, o petista chamou de descaso. “Isso permitiu a pilhagem da Casan, que não foi privatizada por muito pouco”, atacou, defendendo o fortalecimento da estatal e uma verdadeira descentralização.

Preocupante

É importante que os candidatos apresentem propostas, afinal, não teria sentido um debate sem isso. Por outro lado, tem questões seríssimas do Estado que ficaram de fora. O que farão com a questão das letras dos precatórios e o Ivesc? Como pagar essas e outras dívidas, sem comprometer mais ainda as finanças do Estado? De que forma pretendem realizar obras, por exemplo, de infraestrutura, melhorando as condições das rodovias para o escoamento da produção? Quanto a Previdência, pretendem apresentar um novo projeto para reduzir mais ainda o déficit? Essas e outras pautas são fundamentais e, devem entrar no debate. Que as discussões sobre a política nacional que não acrescentará em nada para o eleitor catarinense, fique para os debates entre os presidenciáveis, ou, até para os candidatos ao Senado.

João Rodrigues

O deputado federal pessedista, me disse na sexta-feira (10), que mesmo se não conseguir pautar a sua situação no TRF 4, até esta quarta-feira (15), que irá manter a sua candidatura. Rodrigues disse que vai tentar se manter com liminares, até que haja uma decisão sobre a sua situação, ou quanto não puder recorrer mais.

Conquistou o MDB?

Emedebistas deram apoio a Mello.

Durante a Festa do Vinho, em Urussanga, a militância do MDB do Sul do Estado, parabenizou o deputado federal, Jorginho Mello (PR), por escolher dona Ivete Appel da Silveira, viúva do ex-governador LHS, para sua primeira suplência na candidatura ao Senado Federal. Segundo suplente na chapa de Paulo Bauer, o vice-prefeito de Içara, Sandro Serafim (MDB), comentou que a escolha une o partido a trabalhar pela eleição de Jorginho.

Encontro na Fiesc

A solenidade de posse de Mário Aguiar de Joinville, como o novo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), e de Gilberto Seleme de Caçador, como vice, foi bem prestigiada na sexta-feira à noite. O candidato a governador Gelson Merisio (PSD), acompanhado do candidato ao Senado, Esperidião Amin (Progressistas), deram muitas risadas ao lado do vereador e empresário de Joinville, Ninfo Köning, que estava acompanhado de sua esposa que acompanhou de perto a conversa.

Também na Fiesc

O candidato ao Governo do Estado, Mauro Mariani (MDB), também marcou presença na Fiesc na sexta-feira (10), na posse da nova diretoria da instituição. Mariani esteve ao lado do atual governador, Eduardo Pinho Moreira (MDB) e do senador Dário Berger (MDB) na passagem de bastão do empresário Glauco Côrte para o colega Mário de Aguiar, que será o presidente pelos próximos três anos. No encontro, Mariani reafirmou o compromisso com a desoneração do setor industrial, como uma forma de garantir mais competitividade ao setor.

Encontro

O último sábado (11) foi dia de encontro em Criciúma, entre Antônio Gavazzoni, o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon (PSB), Celso Calcagnotto e o delegado Ulisses Gabriel (PSD) que é pré-candidato a deputado estadual. Eles discutiram as estratégias para o projeto de mais eficiência na gestão pública, estímulo ao empreendedorismo e melhoria da segurança pública no estado.

Mandato compartilhado

No sábado (11), o professor de Administração Pública da Udesc e ex-professor da Unochapecó, Leonardo Secchi, pré-candidato a deputado estadual pelo PSB, esteve em Chapecó na Associação Estadual de Mulheres Agricultoras (AEMA). Secchi falou de sua proposta de mandato compartilhado.

Baixa renda

Os vereadores de Criciúma aprovaram por unanimidade, o projeto de lei PL 39/18 de autoria do vereador Aldinei Potelecki (PRB) que dispõe sobre a divulgação, nos guichês dos terminais rodoviários e/ou pontos de venda de passagens interestaduais no município, sobre o direito da reserva de vaga gratuita ou com desconto por veículo aos jovens de baixa renda. Consideram-se jovens, para os efeitos desta Lei, as pessoas com idade entre 15 e 29 anos, conforme disposto na Lei Federal.

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