Começa hoje o governo de Pinho Moreira, Buligon quer o pé no acelerador, Fundam nas mãos do BNDES entre outros destaques

Colombo passará a caneta para Pinho Moreira.

Hoje as 15h o Centro Sul em Florianópolis, será o palco do início do governo de Eduardo Pinho Moreira (MDB). É importante prestar atenção, pois, mais do que um ato administrativo, será um evento político.

Conforme já anunciado em primeira mão nesta coluna e, depois confirmado pelo governador Raimundo Colombo (PSD) em um almoço com a imprensa na Casa D’Agronômica. Até abril, o emedebista será o governador em exercício, sendo efetivado quando Colombo definitivamente renunciar. Porém, será apenas uma formalidade, pois, Pinho Moreira já começa a partir de hoje a comandar o estado, inclusive, colocando a sua equipe para trabalhar.

No discurso ele falará de sua trajetória política e assumirá o compromisso de realizar uma gestão com a máxima responsabilidade com Santa Catarina, e todas as suas regiões, o que traduzindo, será o governo da austeridade para tentar deixar o estado com as contas em dia ao final de seu mandato, em 31 de dezembro. Na fala de hoje, não deverá adiantar muita coisa, deixará para fazer isso na próxima quarta-feira, quando será convocada uma coletiva à imprensa para anunciar as primeiras medidas.

Mas nesta próxima semana já será possível notar as duas prioridades do governador em exercício, pois, na segunda-feira ele já tem uma reunião com o secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, e a tarde embarca para Brasília em busca de recursos para sanar a dívida do setor, além de participar junto a outros governadores, de uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM). Pinho Moreira que é médico, acompanhará de perto as ações na Saúde, prometendo cumprir os 14% de gasto mínimo, o que custará cerca de R$ 250 milhões a mais aos cofres do Estado.

Além disso, ele passará a semana interagindo com o setor de segurança pública e empossando os novos ocupantes dos cargos. O objetivo é reforçar as ações em combate ao crime organizado e elaborar estratégias de atendimento a todas as regiões. Na correria dos últimos dias, também se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa Aldo Schneider (MDB), a quem caberá articular a aprovação das pautas de interesse do Executivo, que serão limitadas ao estritamente necessário, além de evitar qualquer proposta que gere mais gastos ao erário público.

Caberá a Schneider, acalmar os ânimos entre os parlamentares já que não terá dinheiro para o Orçamento Impositivo. Fora isso, somente após o discurso de hoje saberemos um pouco mais dos rumos que serão dados ao governo.

Primeira ação

Um ato a quatro mãos de Raimundo Colombo (PSD) e Eduardo Pinho Moreira (MDB), foi o de ajuizar no dia de ontem junto ao Supremo Tribunal Federal, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin). Conforme eu já havia adiantado, é pedida a suspensão da emenda constitucional que estabelece o aumento progressivo dos repasses à Saúde até o próximo ano. Colombo assinou a Adin, após o trabalho realizado pela Procuradoria Geral do Estado. O governo argumenta que somente uma Lei Complementar Federal poderia mudar o percentual de gasto.

Ano maçônico

O governador em exercício a partir de hoje, Eduardo Pinho Moreira (MDB), é o convidado para palestrar na abertura do Ano Maçônico em Chapecó. O evento acontecerá no próximo dia 8 de março, as 20h no Centro de Eventos da Fasul. A tradicional abertura, contará com a presença de maçons das mais de 50 lojas de todo o Oeste, das três potências regulares que são: Grande Oriente de Santa Catarina (GOSC), Grande Loja de Santa Catarina (MRGLSC) e do Grande Oriente do Brasil em Santa Catarina (GOB-SC).

Pé no acelerador

Essa é a palavra de ordem do prefeito de Chapecó Luciano Buligon (PSB), ao voltar de férias. Ele já participou de uma reunião com professores no Centro de Eventos, para dar o pontapé inicial em um projeto de Conscientização e Cidadania, cujo o nome está sendo escolhido pela equipe de Buligon. A ideia é trabalhar nas escolas desde a conscientização em relação a natureza, além do lixo o que deverá gerar economia ao município, entre outras práticas. Ele também já se reuniu com o secretário da Cultura Nemésio da Silva, quando falaram sobre a mudança de responsabilidade com a Praça do Lazer e com a rua a Céu Aberto, que passará para a Cultura.

Reuniões

O prefeito Luciano Buligon (PSB) também pedirá que a equipe dê um upgrade na regularização fundiária no município, e que os projetos de mobilidade urbana sejam acelerados. Nesta próxima segunda-feira ele se reunirá com os secretários para discutir o planejamento para o primeiro semestre, o que incluirá, a apresentação dos projetos de cada setor para o período. Para a próxima quinta-feira está marcada uma reunião com a bancada governista na Câmara de Vereadores.

Fundam

Mesmo após ter conversado com a direção da Caixa e do Banco do Brasil, o governador Raimundo Colombo (PSD) tentará viabilizar o financiamento junto ao BNDES. A busca pelos recursos para viabilizar o Fundam tem tirado o sono de Colombo que deixa hoje o Governo do Estado. A situação foi pauta de encontro entre ele e Eduardo Pinho Moreira (MDB), que terá a incumbência de trabalhar para garantir os recursos que permitirão obras nos municípios. Colombo embarca neste sábado para a Espanha, e deixa o primeiro escalão confiante, mas, com os pés bem no chão devido aos prazos e até mesmo, à possibilidade de que os R$ 634 milhões não sejam liberados em sua totalidade. Uma fonte governista chegou a lembrar que o primeiro Fundam demorou quase três anos para ser viabilizado.

BNDES deve ser o agente que vai liberar o financiamento.

Merisio no Oeste

O pré-candidato a governador Gelson Merisio (PSD), estará hoje a noite em Xaxim. Ele deve participar por volta das 20h, da Feira da Novilha e do Gado Leiteiro. Merisio também promete estar na Arena Condá no próximo domingo para acompanhar a Chapecoense.

Lima animado

Ao mesmo tempo que se mostra preocupado, o deputado federal Décio Lima (PT) tem demonstrado que já começa a aceitar a responsabilidade de uma pré-candidatura ao Governo do Estado. Levantamentos realizados pelo seu partido, tem tornado quase que irreversível a sua opção pela majoritária. Lima desejava disputar mais uma vez a federal, porém, terá que encarar o desafio. A vinda do ex-presidente Lula em março, promete reforçar ainda mais o projeto de Lima.

Lima deve receber o apoio de Lula.

Mudança de data

De acordo com o vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, a vinda do ex-presidente Lula a Santa Catarina será apenas no dia 19 de março. O motivo da mudança de data, foi a agenda das universidades que serão visitadas. Lula virá a Chapecó onde participará de um ato a noite e, dormirá para no dia seguinte seguir com roteiros em Pinhalzinho e São Miguel do Oeste. Mais detalhes serão informados nos próximos dias.

Colatto ao Senado

No próximo dia 16 de março as 19h30 no bairro Passo dos Fortes em Chapecó, o MDB fará um evento para cerca de mil pessoas. Como presenças confirmadas, estarão Eduardo Pinho Moreira, Mauro Mariani, Casildo Maldaner, Dário Berger, Moacir Sopelsa entre outras lideranças. Na oportunidade líderes do MDB do Oeste lançarão o nome do deputado federal Valdir Colatto, como pré-candidato ao Senado. De acordo com o parlamentar, está na hora de Chapecó usar o potencial que tem.

Queria ficar

O secretário de Estado da Assistência Social Valmir Comin (Progressistas), conversou com o governador Raimundo Colombo (PSD) e manifestou a intenção de ficar no governo mais um tempo. É que está para ser concluída uma licitação para a aquisição de mais de 150 veículos aos municípios, além das regularizações fundiárias e a inauguração de algumas unidades do Cras. Quando Comin deixar a pasta, ele retorna à Assembleia Legislativa, fazendo com que Altair Silva (Progressistas) volte à suplência.

Não fica

Ontem o ainda vice-governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), ao ser questionado a respeito da situação de Valmir Comin (Progressistas), foi taxativo: Afirmou que não tem sentido a permanência de Comin na secretaria e foi além. Disse que na sua leitura, o PSD também não deveria ficar até abril. “É um jogo de interesse. Claro que vou deixar quem está realizando um bom trabalho, mas, eles assinam um documento dizendo que somente sairão em abril quando o Raimundo renunciar. Mas todo mundo sabe que o Raimundo não vai voltar para o governo”, afirmou Pinho Moreira, praticamente convidado os pessedistas a se retirarem.

Pedirá para sair

Ontem ao final da noite, o deputado estadual Altair Silva (Progressistas) me informou que Valmir Comin pedirá ainda hoje, a sua exoneração do cargo de Secretário de Estado da Assistência Social. Ele foi convencido por Silva a deixar a pasta, antes de ser tirado do cargo por Eduardo Pinho Moreira. “É melhor ser tirado por um cachorro, do que pelo MDB”, afirmou Silva ao telefone, dando o tom dos próximos meses na Assembleia Legislativa. Com a volta de Comin ao parlamento, Altair Silva volta à suplência.

Troca na imprensa

O experiente Cláudio Thomas acompanha Raimundo Colombo (PSD) e deixará o cargo de diretor de imprensa do Governo do Estado. Ele assessorará Colombo na campanha ao Senado. Para o seu lugar Eduardo Pinho Moreira convidará o colega Chico Alves, que apesar de jovem, tem grande experiência com passagens como assessor em órgãos estaduais e no Senado junto a Dário Berger. Soledad Urrutia e Simone Sartori também irão compor a equipe.

Alves será chamado por Pinho Moreira.

Comunicação

De acordo com o colega Moacir Pereira do grupo NSC, João Debiasi está deixando o Governo do Estado, com a marca de ter tornado a Secretaria de Estado da Comunicação mais interativa. Ele será substituído por Marcelo Rego, que já foi deputado estadual e tem grande experiência no setor. Ele já ocupou a direção de comunicação do grupo Hering e foi secretário do setor na Prefeitura de Blumenau.

Destaque

“O Governo do Estado conquistou uma vitória ontem no STF. O ministro Gilmar Mendes acatou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), que pede a suspensão da lei aprovada na Assembleia Legislativa, que autorizava o uso de debêntures da Invesc para os pagamentos de dívidas de ICMS. Se a lei fosse mantida, o Estado poderia sofrer um prejuízo na casa dos R$ 6,2 bi.

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

 

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