Coluna do Sul

Anunciado o pouso forçado
O movimento aeroviário particular costuma ser olhado como privilégio, nunca como geração de receita. Quando um empresário pousa ou decola com sua aeronave particular, ninguém, nem o governo enxergam o que aquele movimento gera de retorno na cadeia tributária. O custo da operação é calculado apenas sob o ponto de vista da subtração. É o que está acontecendo no Aeroporto Diomício Freitas (Criciúma e Forquilhinha), agora ameaçado de fechamento. Se até o dia 15 de janeiro não for encontrada alternativa, ele fecha. E olha que governo algum pode se dar ao luxo de fechar infraestrutura.

Prejuízo político
O pior do fechamento do aeroporto Diomício Freitas é se ele ocorrer ainda em 2018, pois neste caso terá fechado sob a gestão do vice-governador, que até seu fechamento poderá estar governador, e por decisão de um órgão comandado pelo também criciumense Luiz Fernando Cardoso Vampiro.

Histórico
O aeroporto Regional de Jaguaruna é prioridade do governo e nada há de errado nisso. Pelo contrário. Bom lembrar, porém, que em tempos de vacas menos magras da economia do Estado, este mesmo órgão técnico do Estado, que agora quer fechar o Diomício Freitas, avalizava o repasse de uma verba de quase R$ 300 mil/mês para Jaguaruna, quando ele ainda não funcionava. Hoje estes técnicos recomendam não pagar menos da metade disso para o aeroporto Diomicio Freitas que tem operação.

Luz de alerta
Na reunião do Governo com os donos de pequenas aeronaves, realizada na semana passada, foi o ensaio para uma solução ou um aviso para o fechamento. Isso vai depender do tipo de mobilização que ocorrer a partir de agora. O técnico do governo não trouxe a solução, como se esperava de um setor dedicado a isso. Semana que vem ele volta para ouvir, quem sabe a saída oferecida por quem queria ouvir a solução: os donos de aviões.

Semana parlamentar
Esta é a semana mais importante do ano para os deputados estaduais. Serão votadas na Assembleia Legislativa as emendas do Orçamento Impositivo, expediente que pela primeira vez na história será adotado no parlamento catarinense. Verba destinada pelo deputado terá que ser paga pelo governo até o fim do exercício de 2018 (31 de dezembro do ano que vem).

Saldo disponível
Cada deputado terá o direito de indicar até 35 emendas, sendo o menor valor na ordem de R$ 100 mil e o total destas verbas não pode superar os R$ 5.750.000,00 cada parlamentar. Outro aspecto a ser observado é que 75 por cento deste montante terá que ser destinado à Saúde e Educação. Os 25 por cento restantes são de livre aplicação.

Dinheiro federal
Sexta-feira o deputado federal João Paulo Kleinubing, coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense comandou o Seminário Regional Sobre Captação de Recursos Federais, no teatro municipal em Nova Veneza. O tema foi: “Os Municípios e o Orçamento Geral da União/2018”. Detalhou as emendas parlamentares individuais e coletivas. A novidade é que pela primeira há verba para manutenção na área de saúde. Antes era só investimento novo.

Polêmica: troca de feriado
Por conta dos tempos áureos do carvão a santa da cidade era Santa Bárbara, cujo dia é festejado nesta segunda-feira, com feriado em algumas cidades da região carbonífera. Há muito o carvão deixou de ser a primeira força da economia. Quem sabe uma pesquisa mostre ainda que a santa deixou de ser a primeira opção de muitos. Mesmo as festas em honra à Santa Bárbara já foram as grandes comemorações. Hoje já não são mais. Por isso, e porque o comércio varejista reclama um feriado na alta temporada de vendas, é que não passa um só 4 de dezembro em que não se analise a substituição deste feriado pelo dia 19 de março, dia de São José que é padroeiro de toda a cidade de Criciúma e não só de uma categoria profissional.

PRESTÍGIO A posse do novo presidente do Diretório Central de Estudantes da Unesc, Alexandre Pato Bristot, sexta-feira à noite, foi bastante prestigiada. O discurso ouvido e aplaudido de maneira intensa foi de novo o da reitora Luciane Ceretta, que se constitui num fenômeno de popularidade.

POLÍTICO Sob o olhar político, sempre observado pela coluna, chamou atenção a presença do vereador Tita Beloli e do principal assessor do vereador Paulo Ferrarezi, Edson Perucchi, ambos do PMDB. Além disso o vice-presidente da chapa do candidato derrotado na eleição, também compareceu, tanto na solenidade de posse como da festa.

JK Na prefeitura de Orleans assim como na Delegacia Regional de Polícia, onde esteve por longo período, o atual prefeito Jorge Koch é hoje figura admirada e respeitada não pelo seu time. Já ganhou o carinhoso apelido de “JK”, as primeiras letras do seu nome.

O APELIDO Um dos responsáveis por este apelido pegar é o historiador e colunista aqui do jornal Diário de Notícias, Robson Lunardi, um ponderado e inteligente crítico das coisas da cidade de Orleans.

NO CONFORTO Quem percorre o ambiente político de Joinville tem a convicção de que Udo Döhler (PMDB) só será candidato a governador se o seu partido lhe oferecer a vaga sem disputa em convenção. Quer dizer, quer ser carregado à vaga de candidato.

NO COLO A rejeição ao deputado federal Mauro Mariani combinado ao comodismo partidário de Udo Döhler pode ser o mapa do caminho que leva o PMDB a optar pela candidatura do tercius Eduardo Pinho Moreira.

DISCURSO Por vezes penso que um dos maiores erros do deputado Gelson Merísio foi a escolha da estratégia. Ele escolheu o discurso errado, quando mirou no PMDB. Pegou para si o discurso do PP. Isso é plagio e o povo não perdoa.

VINGANÇA Parece óbvio que a opção de Merísio pelo discurso anti-PMDB não foi só um gesto para atrair todos os adversários do PMDB ou porque teoricamente é isso que o povo quer ouvir Ele ainda não esqueceu 2014 quando o PMDB lhe impôs dura derrota de estratégia.

FRASE DO DIA
“O PP precisa conversar com todos e já a partir do carnaval decidir. Não pode ser como em 2014, quando esperou até a convenção e o partido só tinha um plano. Era um plano personalista. Temos que apoiar os bons e não como foi lá atrás.”
Deputado estadual João Amin (PP) numa crítica ao ex-deputado estadual Joares Ponticelli, que era o presidenteda sigla em 2014.

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