Colombo insiste, mas o Fundam não terá recursos do BNDES; a conversa que tive com Jorge Borhnausen, Vignatti se sente menos companheiro de Uczai entre outros destaques

Colombo teme impacto eleitoral.

O governador licenciado Raimundo Colombo (PSD), gravou um vídeo direto da sede do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) no Rio de Janeiro. Ele havia se reunido com técnicos da entidade para tentar mais uma vez, de alguma forma liberar o financiamento pretendido por Santa Catarina, para o Fundam 2.

Na gravação, Colombo disse que já há uma autorização para a liberação dos R$ 634 milhões, e que os recursos estão disponíveis, porém, lembrou que falta uma adequação sem detalhar qual é. Ainda segundo Colombo, os últimos esforços serão feitos nesta e na próxima semana para a aprovação final. Ele ainda reclamou da burocracia e da falta de compreensão que os municípios são importantes.

A verdade, é que conforme já divulguei algumas vezes, o BNDES já bateu o martelo e não aceitará liberar um centavo se quer, se for mantida a mesma modalidade de liberação de dinheiro aos municípios. Segundo uma fonte, técnicos do banco já teriam relatado o clima de constrangimento todas as vezes em que Colombo chega a sede do BNDES, sentimento que aumentou agora, que eles sabem que Eduardo Pinho Moreira (MDB) é quem está de fato governando o estado. “O pessoal já relatou que não tem mais o que dizer para ele (Colombo), pois, o Eduardo já assimilou que não cabe o Fundam, inclusive, entendendo as recusas de todas as cartas consultas, mas o Colombo insiste. O clima fica péssimo no BNDES quando ele chega”, relatou uma fonte.

Lideranças governistas dizem que é lamentável que o governador licenciado tenha deixado a situação chegar a esse ponto. “Alertado ele foi”, lembrou. Mas vale dizer que Colombo não falta com a verdade quando diz que os recursos estão disponíveis, porém, ele omite parte da situação já revelada por esta coluna, que o dinheiro somente será liberado para grandes projetos de impacto regional e estadual.

No campo eleitoral, o fim do Fundam em seu modelo tradicional coloca o projeto de Raimundo Colombo em uma situação extremamente delicada. Sem governo e nem gabinete, pois, praticamente todos os seus indicados foram exonerados, além do descontentamento de lideranças de seu partido com as exonerações feitas por Pinho Moreira, antes do prazo para a desincompatibilização. Juntando tudo isso ao fracasso do Fundam que ele havia prometido aos prefeitos, somado ao rechaço à ideia de intervenção no PSD e o desgaste da investigação sobre um suposto uso de caixa 2 na eleição passada, farão com que Colombo se socorra dentro de sua legenda para tentar se salvar politicamente. Ou será que algum outro partido abraçará a sua causa frente a tamanha dificuldade?!

Definitivamente

A resistência dos técnicos do BNDES em aprovar o Fundam 2, é totalmente técnica. O banco quer apenas projetos de desenvolvimento regional e da vocação de cada estado entre outras grandes iniciativas. Já a primeira edição do programa foi um mix de tudo, pois, foram feitos calçamentos de ruas, esgoto, estradas vicinais entre outros. Mas é justamente esse modelo de liberação de recursos que o banco não aceita mais. Vale destacar que o problema não está nos municípios que em pouquíssimo número possuem pendências de prestação de contas com o Fundam1.

Desconcentração   

Em meio a tudo isso, é preciso reconhecer que a ideia do governador licenciado Raimundo Colombo (PSD), de criar o Fundam, foi de grande importância, pois, através dos recursos se promoveu algo muito mais importante do que a simples descentralização, que foi a desconcentração de recursos para todas as regiões. Já é notória a dificuldade dos municípios em realizar ações com recurso próprio, pois, o que fica no caixa tem apenas servido para que os prefeitos cumpram tabela com o pagamento de servidores e repasses constitucionais à saúde e educação. Porém, quando se trata de desenvolvimento através da infraestrutura, ou conseguem dinheiro fora, ou nada é feito. Por isso que a ideia original do programa é interessantíssima, mas, infelizmente barrou na burocracia e falta de visão do BNDES. Portanto, Colombo tem razão ao reclamar da falta de sensibilidade do banco, mas precisa ser mais claro com a população. O dinheiro está disponível, mas não chegará aos municípios da mesma forma que foi feita no Fundam 1.

João Rodrigues

No sábado noticiei após receber uma nota da assessoria do deputado federal João Rodrigues (PSD), que ele não pensa em renunciar, que está confiante na reversão de sua condenação nos embargos de declaração que serão impetrados pelo seu advogado Nabor Bulhões. O que mais chamou a atenção na nota, é que Rodrigues afirma categoricamente que a sua esposa Fabiana Rodrigues, poderá ser candidata a deputada federal, caso ele seja impedido, para dar continuidade ao projeto político iniciado por ele.

Ida para o DEM

Conforme antecipei na semana passada, João Rodrigues (PSD) está de malas prontas para se filiar ao Democratas, que é presidido no estado pelo seu amigo, o também deputado federal João Paulo Kleinubing. Por isso, comentei no sábado que, ou ele, ou Fabiana deverão disputar pelo DEM, o que foi prontamente negado pelo assessor Ney Bueno, dizendo que Rodrigues pensa em ficar no PSD. Mas não tem sentido. Se fosse para ficar no atual partido, Fabiana não teria se desfiliado, ou será que ela voltaria a assinar ficha no PSD? A lógica coloca o casal Rodrigues no Democratas.

Conversa com Bornhausen

Ontem eu conversei com o ex-governador e senador Jorge Bornhausen. Com residências em Santa Catarina e São Paulo, geralmente ele passa quatro dias na capital paulista e três aqui no estado, porém, ficou as últimas semanas no outro estado para acompanhar a esposa Dulce, que ficou por 21 dias internada no Hospital Sírio Libanês. Ela já teve alta, mas o casal ficará por mais um tempo somente em São Paulo. Mesmo assim, Bornhausen segue conversando com lideranças políticas, a exemplo do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), que constantemente o chama no Palácio do Governo para conversas e consultas a respeito do cenário eleitoral. E foi justamente sobre o tucano que o ex-governador catarinense falou primeiro, dizendo que o considera como o melhor pré-candidato a presidente. O questionei a respeito do desempenho de Alckmin nas pesquisas, que ainda não conseguiu figurar nas primeiras posições. Bornhausen afirmou que ele estará no segundo turno contra quem for apoiado pelo ex-presidente Lula (PT). Já quanto a Jair Bolsonaro (PSL), a análise é de que ele já atingiu o topo, e que a tendência é cair.

Sobre SC

Sobre Santa Catarina, Jorge Bornhausen disse que acompanha de longe o cenário eleitoral, mas que espera por um consenso em torno de uma candidatura do senador Paulo Bauer (PSDB), que terá o seu total apoio. “Não estou contra ninguém. Como eleitor eu vou apoiar o Bauer a governador, o Raimundo Colombo ao Senado e ainda estou observando quem terá o meu voto na segunda vaga ao Senado e a deputado federal e estadual”, anunciou. Quanto a investigação contra Bauer sobre um suposto caixa 2 de campanha, Bornhausen definiu como inverdade, além de ser uma tentativa de tirá-lo do cenário eleitoral. “Não existe nenhuma prova daquilo que foi delatado de maneira desleal por quem nem sei quem é”, afirmou.

Sobre o PSD

Perguntei ao ex-governador Jorge Bornhausen a respeito da situação do PSD. Ele evitou dar a sua interpretação, já que não é filiado ao partido. Sobre o apoio de seu filho, o presidente estadual do PSB Paulinho Bornhausen, ao projeto do pré-candidato a governador Gelson Merisio (PSD), a resposta é que foi feito um acordo, e que ele não irá influenciar a ninguém. “É uma posição pessoal dele, e ele tem todo o direito de escolher”, frisou o líder da família Bornhausen. Ele também destacou que somente Paulo Bauer (PSDB), Esperidião Amin (Progressistas) e Raimundo Colombo (PSD) tem consistência eleitoral, mas, disse que os que não tem, ainda podem crescer.

Aniversário do Uczai

Antes de ser servido o macarrão com frango, prato principal do evento de aniversário de 55 anos do deputado federal Pedro Uczai (PT), no sábado no bairro Colatto em Chapecó. Foram ouvidos os discursos de lideranças como a deputada estadual Luciane Carminatti, deputado Padre Pedro Baldissera, além dos pré-candidatos a estadual, Adriano de Martini que é vereador em Xanxerê, e Fabiano da Luz ex-prefeito de Pinhalzinho, além do próprio Uczai que emocionado, agradeceu a Deus pela vida. Disse que está a disposição para continuar lutando pelo municipalismo e demais pautas de interesse da sociedade. Ele também destacou que contribuiu para que Chapecó e Araranguá tivessem um curso de medicina na federal, além dos R$ 18 milhões que conseguiu destinar para investimentos no Hospital Regional do Oeste.

Uczai recebeu um presente de uma filha de um correligionário.

Acolhida

Pedro Uczai (PT) pediu aos presentes que no próximo sábado a noite na praça em frente a Catedral de Chapecó, que vão ao ato com o ex-presidente Lula (PT), mostrando segundo Uczai, que a capital do Oeste é receptiva e democrática. “O outro pode pensar diferente e ser respeitado. Quem quiser vai para a praça, quem não quer, faz parte do jogo democrático”, me disse Uczai após o evento.

Fora do convite

Questionei a Pedro Uczai (PT), sobre o motivo de lideranças como Claudio Vignatti (PT) e o deputado estadual Dirceu Dresch não estarem presentes ao seu aniversário. Uczai respondeu que o convite foi aberto a todos, porém, não foi o que me disse Vignatti. Liguei para ele para saber o motivo de não ter ido, e a resposta é que nem ele, e nem a sua esposa, a vereadora Marcilei Vignatti foram convidados. “Não fui convidado pela primeira vez. Me senti menos companheiro”, disse Vignatti, em claro sinal que o clima entre algumas lideranças do PT no Oeste não é tão bom como parece.

Novo

 O Partido Novo chega na eleição com o objetivo de não ser coadjuvante, mas de tentar apresentar uma nova proposta ao cenário eleitoral nacional. No sábado o empresário e pré-candidato a presidente da República João Amoêdo, esteve em Florianópolis, quando lideranças da legenda de todo o estado, se reuniram para o encontro estadual do Novo. Amoêdo voltou a defender a principal pauta do partido que é o liberalismo econômico. Ele entende que não há um modelo melhor, que gere melhor qualidade de vida e renda per capita. Na foto, o presidenciável e o pré-candidato a deputado federal Eduardo Perone, que é diretor executivo do Sicom de Chapecó.

Aplaudido de pé

O pré-candidato a deputado federal Murilo Flores (PSB), foi aplaudido de pé no Congresso da Uvesc que reuniu em Florianópolis um grande número de vereadores de todo o estado. Quando pediram a sua opinião a respeito das emendas parlamentares, Flores respondeu que se for eleito, brigará para que vereador e prefeito não pisem em Brasília ou Florianópolis com o pires na mão atrás de dinheiro, por isso, entende que deve ser alterada a distribuição para que os impostos não saiam dos municípios. “Pagamos Brasília e Florianópolis para esses caras viverem no poder, trocando emendas e obras por política. É triste”, afirmou, sendo aplaudido de pé.

Filiação de Garcia

Está confirmada para o próximo sábado (24), as 11h no Centro de Eventos Flor de Lis em Criciúma, a filiação no PSD do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Júlio Garcia. O deputado estadual Ricardo Guidi que é ligado a Garcia, é um dos organizadores do ato.

PR e Bolsonaro

Segundo informou o colega Roberto Azevedo no final de semana, o Partido da República estaria fechando apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Essa decisão viria de cima para baixo, dando ao pré-candidato a governador Jorginho Mello, a oportunidade de liderar um palanque para Bolsonaro em Santa Catarina. Com toda a certeza que Mello é quem mais tem a ganhar.

Temer no pleito?

Em Brasília não se falou em outra coisa nesse final de semana. O presidente Michel Temer (MDB) estaria decidido a se candidatar à reeleição. Segundo lideranças governistas, Temer entende que ninguém poderia defendê-lo melhor, do que ele mesmo, sobretudo em relação as pautas econômicas. Mas, o anúncio da decisão ficará mais para perto da data limite.

Dória na disputa

O prefeito de São Paulo João Dória (PSDB), venceu ontem a convenção de seu partido, e é o pré-candidato ao Governo de São Paulo. Ele deverá ter o ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab que é filiado ao PSD, como o seu vice.

PSB e PCdoB

O vice-governador de São Paulo Márcio França (PSB), assumirá o governo no início do próximo mês, já que Geraldo Alckmin (PSDB) precisará renunciar para disputar a Presidência da República. Acontece que França é pré-candidato ao Governo e já começou a negociar apoio com alguns partidos. Entre as legendas, ele fechou com o PCdoB, que inclusive, assumirá a Secretaria de Esportes. Essa situação confirma que os comunistas estarão ao lado do PSD e PSB na eleição aqui em Santa Catarina.

Putin, o milagreiro

Vladimir Putin e o milagre da multiplicação dos votos. A Rússia vive uma Perestroika, sem a Glasnost. Traduzindo: Os russos vivem uma reestruturação do país, mas sem a mínima transparência. Ou melhor, a única coisa que parece ser transparente é o veneno….

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

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