Denúncia de caixa 2 contra Colombo fortalece Gelson Merisio, Cobalchini será a voz do governo na Alesc, Ciro e Haddad se aproximam entre outros destaques

Colombo terá que provar que não houve caixa dois.

Nesta semana conheceremos o conteúdo da denúncia pelo crime de prática de caixa 2, contra o governador licenciado Raimundo Colombo (PSD), e seu financeiro José Carlos Oneda. Mas outro fato importante que também interessa muito aos catarinenses é a absolvição de Antônio Gavazzoni.

Na época das citações de delatores, ele foi o único a sair do governo e abrir mão do foro privilegiado, que detinha em função do cargo de Secretário de Estado da Fazenda. Gavazzoni trabalhou na sua própria defesa, e agora absolvido, está com a alma lavada.

Gavazzoni fez a própria defesa.
Foto: Marcelo Lula

Por sua vez, Colombo celebrou a decisão da Procuradoria Geral da República, que arquivou o inquérito referente às acusações de corrupção passiva e recebimento de propina, no âmbito da Operação Lava Jato. Colombo disse que se sentiu aliviado, pois, as acusações o atingiram na honra. “Essa situação reestabelece uma questão de equilíbrio emocional e, a decisão é muito boa, o que aumenta a minha crença na justiça. Agora tem uma outra etapa, e agora vamos ao campo eleitoral, e nós temos todos os elementos para na defesa, fazer todos os esclarecimentos necessários”, afirmou Colombo, referente a denúncia de uso de Caixa 2.

Caixa dois é crime

Por mais que o governador licenciado Raimundo Colombo (PSD), diminua a importância da denúncia por caixa dois, afirmando que se trata de uma questão eleitoral, as coisas não são bem assim. Caixa dois é crime, por isso ele está sofrendo uma “denúncia criminal”. O “caixa 2″é uma forma de delito de falsidade ideológica, ou seja, prestação de declaração falsa. No campo eleitoral está previsto no art. 350 do Código Eleitoral, com pena de 5 anos de prisão. Além disso, também tem o desgaste que será gerado pela necessidade de Colombo, explicar ao eleitor a denúncia contra ele.

Não será fácil

O governador licenciado Raimundo Colombo (PSD), vem sendo fortemente criticado pelos seus parceiros de partido, sobretudo os prefeitos que não gostaram nada das promessas frustradas sobre o Fundam 2. Além disso, lideranças pessedistas também reclamam que Colombo entregou antecipadamente o governo ao seu vice Eduardo Pinho Moreira (MDB), que em pré-campanha, já fez uma limpa nos cargos pessedistas que elegeram Colombo. Isso tudo somado ao fato da denúncia criminal, farão com que o governador que está de licença, tenha um ano muito difícil.

Merisio fortalecido

Os fatos da semana fortaleceram o pré-candidato a governador Gelson Merisio (PSD). Diante do vazamento da estratégia de alguns caciques de tentar a intervenção no PSD, tirando de Merisio o controle partidário, ocorreu uma forte reação dos deputados e prefeitos que saíram em sua defesa e também da bandeira de Merisio que é eleger o próximo governador. Até as pedras entendem que o projeto para a eleição majoritária é o que interessa. Senador é importante, mas bem menos do que o governador, no entendimento de lideranças no final de semana.

Hobus cumprimentando Merisio na foto, enviou nota contra a intervenção.

Solidário

O governador licenciado Raimundo Colombo (PSD), visitou ontem o deputado federal João Rodrigues (PSD), no albergue em que ele cumpre pena em Porto Alegre. A visita foi agendada por Fabiana Rodrigues, esposa do deputado e ex-prefeito de Chapecó. Colombo e João ficaram a sós, em conversa que durou um pouco mais de uma hora. O teor não foi revelado. João Rodrigues deve ser transferido entre hoje e amanhã para Brasília.

Buligon e o PSB

O prefeito de Chapecó Luciano Buligon, participou no sábado (03) do Congresso Nacional do PSB em Brasília. O presidente nacional do partido Carlos Siqueira, foi reeleito para seguir comandando os pessebistas. O filho de Eduardo Campos, João Campos que é pré-candidato a deputado federal, se tornou o vice-presidente de relações do PSB. Para contemplar a todos, ficou definido que o Norte e Nordeste manterá a sua origem de esquerda, enquanto que as demais regiões se posicionarão como centro. Além disso, Buligon foi incumbido junto a outras lideranças do partido na região Sul, de construir uma base mais forte na região. Ao final, ele conversou com João e Renata Campos, viúva de Eduardo Campos. Chamou a atenção quando ela colocou a mão no rosto de Buligon. “Você é bochechudo que nem o Eduardo era”, disse.

Buligon entre João e Renata Campos.

Troca de nome

O ambiente não estava propício para a proposta que o prefeito de Chapecó Luciano Buligon (PSB), tinha para o partido. Ele quer propor que o PSB passe a ser chamado de Partido Sustentável do Brasil, mantendo a legenda PSB, que hoje quer dizer Partido Socialista do Brasil. Porém, Buligon pretende construir o espaço para poder propor a troca de nome.

Jatir no governo

O prefeito Luciano Buligon (PSB) se reunirá nos próximos dias com o vereador Jatir Balbinot (PDT), para uma conversa definitiva. Buligon convidará Balbinot para fazer parte da bancada governista, já que houve uma grande aproximação com o apoio do trabalhista ao pré-candidato ao Governo do Estado Gelson Merisio (PSD), que é apoiado por Buligon. O partido de Balbinot disputou a eleição como oposição ao projeto encabeçado pelo PSB.

Smart City

O pré-candidato ao Governo do Estado Mauro Mariani (MDB), esteve na semana passada em Curitiba. Ele participou do maior evento de “Cidades Inteligentes” do mundo, a Smart City Expo”. A feira atraiu um público formado por agentes públicos e empresários, que conheceram as tecnologias que estão revolucionando a gestão pública. A previsão desse mercado é que sejam movimentados em produtos e serviços cerca de R$ 100 bilhões. Para Mariani, todo gestor público moderno tem a responsabilidade de buscar saídas inovadoras para as cidades. “Santa Catarina tem desafios importantes na segurança, na saúde e na mobilidade urbana. É impossível enfrentar esses problemas sem inovação. Todo gestor precisa estar atento e alinhado a essa pauta”, frisou.

Mariani conheceu de perto as inovações.
Foto: Marcelo Tolentino

Líder

O novo líder do MDB na Assembleia Legislativa deverá ser Luiz Fernando Cardozo, o Vampiro. Ele ainda ocupa o cargo de secretário de Estado da Infraestrutura, porém, deixará o setor para retomar o mandato parlamentar, já que não poderá permanecer a frente da secretaria por ser pré-candidato a reeleição. Mauro De Nadal, o atual líder, já atingiu o tempo previsto e deverá passar a liderança.

Vampiro deverá ser o líder do MDB na Alesc.

Diálogo

Dentro do governo de Eduardo Pinho Moreira (MDB), a escolha do nome do deputado estadual Valdir Cobalchini (MDB), para ser o líder governista na Assembleia Legislativa foi considerado como a melhor para o momento. Com bom trânsito com deputados de todos os partidos, Cobalchini atuará como o mediador do Centro Administrativo com o Parlamento, todas as vezes em que um projeto do Executivo correr o risco de não ser aprovado.

Cobalchini dialogará com os demais deputados.
Foto: Marcelo Lula

Nova denúncia

Uma fonte relatou que a situação é de tensão no Palácio do Planalto. Na semana passada essa pessoa esteve quase todos os dias no local, onde pôde perceber o clima entre os assessores da Presidência da República. Tudo por conta da nova denúncia contra o presidente Michel Temer (MDB), que é tida como devastadora. O entendimento é que em pleno ano eleitoral, muitos deputados sentirão constrangimento ao votar a favor de Temer, além da dívida que o presidente tem com os parlamentares, já que não conseguiu cumprir a metade das promessas feitas nas denúncias anteriores. “Há quase uma certeza de que ele não conseguirá segurar uma terceira denúncia”, relatou.

Temer terá dificuldade com a terceira denúncia.

Pragmáticos

O ministro da Fazenda Henrique Meirelles pensa em aceitar o convite para ser o vice do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) na eleição presidencial. Filiado ao PSD, Meirelles já conversou com o presidente da República Michel Temer (MDB), sobre a possibilidade de se filiar no MDB. Porém, como o ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab deve ser o vice na chapa de João Dória (PSDB) ao Governo de São Paulo, nada impede que se forme uma dobradinha o que fará com que Meirelles permaneça no PSD.

Ciro e Haddad

Quando estava em Chapecó, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) afirmou categoricamente que uma chapa formada por ele e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) seria um “Dream Team”, traduzindo, o time dos sonhos. Com a condenação do ex-presidente Lula (PT) e o indiciamento do ex-ministro Jaques Wagner (PT), ganhou força a tese de união entre Ciro e Haddad. A questão é que o trabalhista não aceitaria ser o vice do petista, o que para lideranças do PT, é inadmissível não ter um nome na cabeça.

Haddad e Gomes se aproximam.

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

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