Cobalchini defende repasse aos municípios do MDB, Júlio Garcia dará a última cartada no PSD, Djalma Berger é pré-candidato entre outros destaques

Cobalchini partiu em defesa do governo.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Valdir Cobalchini (MDB), partiu em defesa do governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), depois que anunciei em primeira mão neste espaço, que vem aí o “Fundam do MDB”. É claro que o nome dos repasses não será o mesmo do programa criado no governo de Raimundo Colombo (PSD), mas foi usado apenas como uma alusão a iniciativa do pessedista de repassar dinheiro aos municípios.

O fato é que o nome não pegou bem entre os emedebistas, muito embora, ninguém negue que serão liberados recursos e, somente municípios com prefeitos e vices do MDB serão contemplados. Segundo Cobalchini, o seu partido embora fizesse parte do governo Colombo, não teve o tratamento adequado à sua posição. “Nem tratamento teve. Não é certo que o MDB fosse discriminado como foi. Cansamos de ver no Diário Oficial convênios para municípios do PSD e o PP. Foram R$ 20 milhões, R$ 30 milhões, já o MDB é muito mais modesto como você pode ver”, afirmou o deputado.

Cobalchini foi além e, me disse que o seu partido foi “olimpicamente ignorado”, mesmo tendo, segundo ele, pessoas que foram decisivas na eleição de Colombo e Pinho Moreira. Questionei o líder do governo se a liberação de recursos será feita como uma forma de compensar os prefeitos e vices emedebistas, mas ouvi como resposta que não, pois, os valores são diferentes. “Não estamos falando de R$ 20 ou R$ 30 milhões. Não tem prefeito de Joinville, Itajaí ou Jaraguá do Sul que receberá esse valor. É uma questão de reconhecimento e justiça”, disse Cobalchini, destacando que o MDB é um partido municipalista.

Ele disse ainda que os prefeitos e vices foram excluídos, portanto, agora é preciso incluí-los. “Nós não metemos a faca no pescoço de ninguém. A forma do MDB de governar é fazendo Saúde e políticas sociais”, concluiu a conversa. Essa acusação de Cobalchini ao governo Colombo, de ter discriminado o seu partido, é apenas um dos capítulos de uma relação entre os agora, ex-sócios, que estão se separando de forma litigiosa.

Liberações

Uma fonte informou que os valores que serão liberados pelo Governo do Estado, aos municípios com prefeitos ou vices do MDB, ficam entre R$ 300 mil e R$ 900 mil, podendo até ser maior dependendo do porte do município. Em período pré-eleitoral, a iniciativa do governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), o aproxima consideravelmente de prefeitos, vices e vereadores de seu partido.

Duas opções

O nome do PSDB ao Governo do Estado é o senador Paulo Bauer, mas é inegável que o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes (PSDB), conquistou um espaço importante no cenário. Ele tem corrido o estado, falando de projetos e participando de eventos. Dentro do ninho tucano é dito que se for preciso, Bernardes que hoje é pré-candidato ao Senado, poderá até assumir a condição de postulante ao Governo do Estado ou de vice na chapa.

Bauer e Napoleão estiveram no evento do PSDB Mulher.

Ainda acredita

O pré-candidato a deputado estadual Júlio Garcia (PSD), ainda espera tomar a frente do PSD. Ele tem conversado com algumas lideranças dizendo que o atual cenário ainda poderá mudar. Acontece que Garcia espera que na renovação do comando pessedista em Santa Catarina, a presidência seja tirada do pré-candidato ao Governo, deputado Gelson Merisio, passando para Raimundo Colombo (PSD). Se isso acontecer, o ex-conselheiro do Tribunal de Contas acredita que Merisio perderá a força que tem dentro do partido. Além do deputado estadual Ricardo Guidi, Garcia também está buscando uma maior aproximação com Gabriel Ribeiro e Milton Hobus.

Acerto petista

No Partido dos Trabalhadores a escolha do candidato a governador, será muito mais amena do que em outros partidos. Mesmo aparecendo com um bom percentual nas pesquisas realizadas até o momento, o deputado federal Décio Lima, ainda destaca o nome do ex-desembargador Lédio Rosa, como um possível candidato. Tem quem garanta que ao final, caberá a Rosa a disputa à Casa D’Agronômica, mesmo que isso represente da parte de Lima, a renúncia de um momento diferenciado em sua carreira política.

Lima poderá abrir o espaço para Lédio Rosa

Djalma é pré

Djalma Berger (MDB) é pré-candidato a deputado federal. Ontem ele me disse que está resistindo ao convite de seu irmão, o senador Dário Berger (MDB), e que por hora não tem nada definido. Mesmo que negue, Djalma deve sim, confirmar até a próxima semana, que disputará uma vaga à Câmara dos Deputados. Uma fonte garante que essa situação cairá como uma bomba para as pretensões do presidente da Câmara de Vereadores de Florianópolis, Gui Pereira.

Compromisso

O deputado estadual Gabriel Ribeiro (PSD), sobrinho do ex-governador Raimundo Colombo (PSD), quer todos os candidatos ao Palácio do Planalto que passarem aqui pelo estado durante a campanha, que assinem uma carta de compromisso para o atendimento das demandas do Estado. Ribeiro entende que é uma forma de buscar um tratamento mais igual em relação a outros estados.

 Carona?

Tem parlamentares na Assembleia Legislativa desaprovando a divulgação feita pelo deputado estadual Dirceu Dresch (PT), que teria enviado via assessoria, um release informando que o secretário de Estado da Fazenda Paulo Eli, foi convocado para falar da situação financeira do Estado, atendendo a um pedido seu via requerimento. Porém, tem deputados acusando Dresch de estar querendo pegar uma carona, já que Eli tem que obrigatoriamente ir ao parlamento a cada quadrimestre. E agora, quem tem razão?

Dresch foi criticado por colegas parlamentares.

Encontro

Se tivessem combinado, não teria dado tão certo. Na sexta-feira no café da manhã do Lang Palace Hotel em Chapecó, os pré-candidatos a governador e deputados federais, Esperidião Amin (Progressistas) e João Paulo Kleinubing (DEM), se encontraram. Resolveram sentar a mesma mesa, ladeados do deputado estadual João Amin (Progressistas), do vice-prefeito de Quilombo Jaksom Castelli (DEM), do presidente do Progressistas em Chapecó Nicolau Buraseska e assessores. Numa conversa animada, falaram de passagens na política, inclusive envolvendo o pai de João Paulo, o falecido ex-governador Vilson Kleinubing. O fato é que como descendentes de árabe e alemão, os dois pré-candidatos que poderão estar unidos no pleito, tiveram uma conversa que no idioma árabe se define como “helu”, ou seja, doce.

Simples

O deputado federal Jorginho Mello (PR), protocolou um projeto de lei complementar que visa reincluir no Simples Nacional, os 600 mil micro e pequenos empresários excluídos em janeiro. Foi feito o requerimento de urgência com assinatura de todos os líderes dos partidos, para levar ao plenário direto. Assim, é esperado que o projeto seja pautado em breve pelo presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM).

Encontro

Cerca de 150 lideranças da microrregião de Pinhalzinho no Oeste, se encontraram na sexta-feira (4) para uma reunião do Progressistas. O evento contou com a presença de prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e presidentes municipais. Os três pré-candidatos, Esperidião Amin ao Governo do Estado, Hugo Biehl a deputado federal e Altair Silva a deputado estadual, receberam o apoio das lideranças. Durante o encontro, Silva ressaltou a importância do Progressistas ter um pré-candidato ao Governo do Estado e que será um ano de vitórias para o partido. “Santa Catarina e o partido Progressista precisa de Esperidião Amin. Esse ano teremos um candidato a governador e ele é o pré-candidato, Esperidião Amin”, comentou Silva.

“Seu Cipó”

Na sexta-feira a tarde, o prefeito de Chapecó Luciano Buligon (PSB), que teve o papel de confortar as famílias envolvidas na tragédia de Medellín, passou para o lado dos que precisaram de apoio. Por volta das 16h, parava o cansado coração de seu pai, Nelci Buligon, ou mais conhecido como “Seu Cipó”. A influência do pai para o filho era tão grande, que em 2015 quando o hoje prefeito se preparava para deixar o MDB pelo PSB, seu atual partido, Esperidião Amin (Progressistas) chegou a ligar para o “Seu Cipó”. Ele foi uma das lideranças do Progressistas de Tenente Portela no Rio Grande do Sul, por isso, também foi visitado naquela oportunidade por Altair Silva e Nicolau Buraseska. Eles queriam que o pai convencesse o filho a se filiar no partido. Naquela época, Buligon pediu desculpas ao pai, mas já estava acertado com o PSB. Logo quando assumiu a Prefeitura, posou ao lado dos pais. O sepultamento de “Seu Cipó” aconteceu no sábado.

Sem parar

Na semana que passou, o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), literalmente cruzou o Estado. Esteve no Norte, Sul, Leste e Oeste. Não parou nem mesmo no final de semana. Aproveitou o sábado para conferir de perto as obras de balneabilidade da Beira Mar Norte, em Florianópolis, e avisou que o ritmo vai continuar intenso: “Vamos trabalhar sem parar, lançando obras do governo estadual e outras com parcerias municipais, ouvindo setores industriais e tomando medidas para reduzir a máquina pública”. Pinho Moreira sabe que em ano eleitoral, o calendário para realizações é pequeno. “O cidadão quer agilidade dos governantes, por isso, vamos continuar trabalhando os sete dias da semana”, comentou o emedebista, que segue em ritmo de pré-candidato.

Alckmin não quer

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), tem uma leitura pragmática em relação ao desgaste eleitoral. Ele teria em conversas fechadas em seu partido, demonstrado um grande receio de uma aliança com o MDB. Acontece que o tucano reconhece que tanto o seu partido, como o MDB e o PT, são hoje os partidos com o maior desgaste junto ao eleitorado. Os tucanos querem o apoio emedebista, mas em branco, sem ter nome na majoritária.

Justiça do trabalho

Futuro presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli afirmou durante o 19º Congresso Nacional dos Magistrados do Trabalho, em Belo Horizonte, que o Brasil “precisa da Justiça do Trabalho, pois é um país extremamente desigual”. O discurso foi bem-recebido por uma plateia composta por juízes, desembargadores e ministros da Justiça Especial, que chegou a ser considerada desnecessária por juristas e políticos a partir da entrada em vigor da Reforma Trabalhista, em 11 de novembro do ano passado. Toffoli, que indagou sobre a atuação “se essa grande massa da população brasileira, que já é explorada, que já tem relações difíceis no seu dia a dia, não tivesse condições de ir à justiça reclamar sobre seus direitos?”, posou com as representantes da Amatra 12, que reúne magistrados de Santa Catarina, a presidente Andrea Haus Bunn (à direita) e a diretora Patrícia Sant’Anna, que participam do evento promovido pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

Exploradores

É lamentável que seja necessária uma tragédia, para revelar alguns absurdos que acontecem neste país. O caso do prédio que desabou em São Paulo, revelou um esquema que deve ser investigado. Criminosos, isso mesmo, criminosos estão explorando pessoas inocentes, desesperadas por um lugar para morar, criando “movimentos sociais” para maquiar as extorsões. Essa gente tem que ser responsabilizada, e a situação dos demais moradores que moram em outros imóveis invadidos também tem que ser investigada. Já não basta as pessoas terem que morar em verdadeiros cortiços, ainda precisam se submeter a gangues, a exploradores covardes da miséria alheia. Outra coisa, o Brasil é o país do desperdício. Inúmeros prédios e terrenos públicos sem uso, poderiam dar um pouco de tranquilidade a famílias que precisam e merecem ter um pouco de dignidade.

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

“Também me leia no jornal Sul Brasil”

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