A chapa dos sonhos de Moreira

Instalado no governo o PMDB de Eduardo Moreira começa a construir a aliança que aos olhos da lógica é imbatível. E este cenário de composição para ganhar a eleição sem correr riscos é o que agrada o novo governador. Ele não vai à eleição se a aventura for demasiadamente arriscada. Tem know how para ir só na boa. Neste cenário a composição imaginada prevê uma chapa que teria: Eduardo Moreira (governador); Napoleão Bernardes (vice-governador) e as duas vagas do Senado com Raimundo Colombo e Paulo Bauer. Para que isso ocorra, é necessário que se confirme a especulada mudança de partido de Raimundo Colombo que iria para o Democratas. Assim a chapa teria: PMDB, PSDB, DEM e PSDB.

Dream Plate
Aparentemente as maiores dificuldades para viabilizar a “chapa dos sonhos” ou “Dream Plate” –parafraseando a expressão esportiva do “time dos sonhos” ou “Dream Team” – estariam com o próprio Eduardo Moreira que teria que acomodar o ímpeto fisiológico do PMDB que ficaria com apenas uma vaga. Com o discurso de que deste jeito o governo está praticamente na mão, Moreira tem acomodações futuras de sobra para acalmar o seu partido.

Olhar tucano
O PSDB tem argumentos suficientes para defender uma cabeça de chapa, mas sabe que para isso terá que ceder. Napoleão Bernardes é ligado a Dalírio Beber que tem peso no partido, enquanto Paulo Bauer pode optar pelo risco maior, se concorrer como governador, ou risco menor se disputar de novo o Senado.

Colombo
O mais estranho aos olhos do eleitor é o movimento que se impõe ao governador Raimundo Colombo. Neste cenário ele teria total apoio do PMDB além do seu fiel eleitorado pessoal. E olha que o PMDB se gaba de sempre eleger um senador. Se essa teoria ganhar forma Colombo sairia do PSD durante a janela entre os dias 7 de março e 7 de abril para voltar ao Democratas, para onde iriam todos aqueles que divergem de Gelson Merísio.

Por gravidade
Composta uma aliança deste tipo haveria outros partidos aderindo. O primeiro seria o PSB, que poderia colocar Paulinho Bornhausen de candidato a suplente de senador de Colombo, que uma vez eleito e combinado ao resultado da eleição nacional, seria guindado a algum cargo Executivo abrindo a vaga para mais um “peixe grande” subir. E se for para ganhar, tem mais gente (partidos) disposta a entrar no jogo.

Embretado
Nos planos do PMDB há pelo menos mais um político que ora é mero coadjuvante na Câmara dos Deputados, mas que pode entrar no jogo. Trata-se do deputado César Souza que seria candidato ao Senado se Raimundo Colombo não mudar para o DEM. Com isso os articuladores deste jogo embretam Colombo.

Do outro lado
Essa construção aparentemente ambiciosa ao extremo, conta que de outro lado ficariam juntos PP e PSD com seus aliados. O deputado Gelson Merísio já tem acordos firmados com pelo menos meia-dúzia de partidos, entre eles alguns contabilizados também pelo mirabolante plano do PMDB.

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