Caso Hypermarcas: Polícia Federal cumpre mandado em empresa de engenharia

Bauer é investigado por suposta propina.

A Polícia Federal esteve hoje na Icatu, empresa de engenharia e saneamento, localizada no município de Araquari no Norte do estado. Essa foi mais uma fase das investigações do caso “Hypermarcas”, que é um desdobramento da Operação Lava Jato. Seguindo a uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, agentes comandados pelo delegado Christian Juliano, chegaram por volta de 6h da manhã, perguntando pelo nome de Nereu Martinelli.

Segundo uma fonte, um gerente de produção que não teve o nome divulgado, explicou que Martinelli não é dono da empresa há cerca de dois anos e meio, quando a então, Ycatu, foi vendida ao empresário Londry Turra, que após assumir o comando da empresa, chegou a mudar o nome, segundo ele, para marcar uma nova fase, sob nova direção.

De acordo com informações apuradas, Martinelli, que já presidiu o Joinville, seria o dono da então Ycatu, no período em que está sendo investigado. Também estão sendo investigados o escritório de advocacia Prade & Prade Advogados, e o Instituto Paraná Pesquisas, todos, por supostamente terem forjado contratos de prestação de serviço, para aparentemente esquentar o dinheiro da Hypermarcas que seria repassado a Bauer, simulando uma doação.

Durante o tempo que passaram na Icatu, os policiais acessaram o servidor da empresa e o arquivo morto. Tiveram acesso a alteração contratual datada de 26 de janeiro de 2016, além da documentação apresentada pelo atual dono. Outros documentos foram solicitados, a exemplo dos extratos bancários da empresa no período de outubro de 2014, a janeiro de 2015.

Quando questionado sobre a data que poderia prestar depoimento na sede da Polícia Federal em Joinville, Londry Turra se prontificou em se apresentar ainda hoje, tendo ido a tarde acompanhado da diretora de contratos da empresa.

Liguei para o empresário Nereu Martinelli. Ele disse que vendeu a empresa em 2016 e, que somente irá se pronunciar caso seja notificado. “Não tenho muito o que falar. Somente em depoimento, pois, não seria legal eu falar antes de ser chamado pela justiça”, respondeu.

Já o senador Paulo Bauer, se encontra em um evento neste momento. Quanto ao atual dono da empresa, Londry Turra, se disse a disposição da justiça e lembrou que não era dono da empresa no período investigado.

O caso

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou abertura de inquérito para investigar o senador Paulo Bauer (PSDB), após o parlamentar ter sido citado na delação premiada de Nelson Mello, ex-diretor da Hypermarcas.

Em seu relato, Mello disse que a Hypermarcas celebrou contratos fictícios com diversas empresas, sem prestar serviços, para o pagamento de vantagens indevidas a Bauer, entre os anos de 2013, 2014 e 2015. Os contratos teriam somado a quantia R$ 11,5 milhões.

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