Bolsonaro a passos largos para o segundo turno, o secretário da Fazenda de Merisio, demais candidatos rechaçam escolha antecipada entre outros destaques

A eleição presidencial deste ano é atípica, portanto, até o final do primeiro turno ainda teremos algumas variações. A grande questão é: o que pensa e o que pretende o eleitorado? Agora, alguns pontos a cada dia que passa ficam mais claros, mostrando o desenho que poderemos ter mais à frente.

Primeiro, Jair Bolsonaro (PSL) tem mantido uma regularidade que o coloca como um dos nomes quase certos no segundo turno. Tanto nas pesquisas nacionais, quanto nos estados, Bolsonaro tem revezado com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a primeira colocação. É só tirar o petista do cenário, que lá estará o candidato do PSL a frente com um bom percentual de diferença dos demais.

Aqui em Santa Catarina é um exemplo. Na pesquisa do Mapa, Bolsonaro lidera com 30,8%, contra 25,7% de Lula. Já no Ibope a liderança de Bolsonaro é de 26% contra 20%. Somente um fato novo, algo muito desagregador para tirar o candidato da extrema-direita do segundo turno.

Já quanto ao adversário, hoje quem tem mais chance de enfrentar Bolsonaro é o Partido dos Trabalhadores. Será um grande teste para o ex-presidente Lula, pois, medirá a sua força através do percentual que conseguir passar para Fernando Haddad (PT), que ontem se tornou réu em uma ação de improbidade administrativa por uma suposta irregularidade na construção de um trecho de ciclovia na capital paulista, quando ele era prefeito.

Mas o líder petista tem mostrado que tem um eleitorado fiel, que acredita nele, até porque em parte, a estratégia de manter a candidatura de Lula preso e sob a narrativa de uma perseguição política que inexiste, alimenta a simpatia do eleitor através da confusão, como se essas pessoas acreditassem que ainda poderão votar nele. Misturando mais para frente as imagens e os discursos de Haddad e Lula, estará consolidada a candidatura híbrida sonhada pelos petistas como plano B.

Por outro lado, Geraldo Alckmin (PSDB) com o seu “centrão”, não consegue empolgar nem mesmo dentro de sua casa. Na pesquisa realizada em São Paulo onde o tucano deixou o governo há poucos meses, ficou longe das primeiras posições. Não sai da casa de um dígito e, nem mesmo a sua estratégia de tentar bater em Bolsonaro o levou a patamares melhores, pelo contrário.

Agora, a esperança da hora de parte da coordenação de campanha tucana, é o início dos programas eleitorais. Eles acreditam que uma exposição infinitamente maior do que a que terá Bolsonaro, poderá melhorar a situação de Alckmin. O fato, é que seguir buscando alternativas para melhorar o desempenho do ex-governador paulista esbarra no seguinte problema: o mais do mesmo. Por mais que Alckmin não estivesse bem nas pesquisas, o casamento com o “centrão” foi um passo equivocado, que terá duras consequências frente ao eleitor. Aos caciques, vale até mesmo sonhar com uma aliança no segundo turno com o PSDB apoiando o PT. Só resta combinarem com o eleitor, o apoio a um casamento que me parece muito difícil de aceitar.

Causou curiosidade

A pesquisa do Ibope ao governo catarinense, tem gerado algumas críticas nos bastidores. É que chamou a atenção o desempenho do candidato do Partido da Causa Operária (PCO), Ângelo Castro, que apareceu com 4% das intenções de voto. Isso daria cerca de 240 mil votos. Avaliando que a realidade possa ser essa mesma, de onde Castro que é um outsider, teria atraído tantas menções de apoio em um primeira pesquisa, logo no início do processo. É de causar surpresa que Leonel Camasão (PSOL), por exemplo, que já disputou a Prefeitura de Joinville e, até mesmo o candidato de Jair Bolsonaro (PSL), Comandante Moisés (PSL), tenham ficado bem atrás.

Secretários

Ontem eu conversei com lideranças ligadas a alguns candidatos ao Governo do Estado, sobre a preocupação que externei na coluna de ontem, sobre a necessidade do anúncio do nome que cada um escolheu para ser o seu secretário de Estado da Fazenda. De uma fonte próxima a Gelson Merisio (PSD), recebi a informação que confirma o que eu já havia divulgado neste espaço. O diretor superintendente do Sebrae, Carlos Guilherme Ziguelli, será o titular da Fazenda caso o pessedista se eleja. Outro nome que também está mapeado é o do ex-secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. Por sua vez, tanto lideranças próximas a Mauro Mariani (MDB), como a Décio Lima (PT), disseram que ainda não há nomes definidos.

Erro estratégico

Me surpreendeu saber que o possível mapeamento de nomes para ocupar cargos de primeiro escalão no próximo governo, causasse tanto rechaço. A impressão é que as lideranças ficaram incomodadas, como se fosse um erro adiantar os nomes que ajudarão o próximo governador a administrar o Estado. Penso que pelo contrário, o incômodo deveria ser justamente por não existir um planejamento com nomes qualificados, que poderiam, inclusive, colaborar significativamente com os debates sobre o futuro de Santa Catarina. Ao contrário do que pensam, que adiantar a escolha de nomes geraria prejuízo junto ao eleitorado, o maior prejuízo de imagem é justamente o contrário. É deixar que a população pense que o futuro governo será montado às pressas após a eleição, de acordo com a conveniência de partidos e lideranças, de forma totalmente pragmática, quando o programático deveria imperar. É para refletir!

Municipalismo

Décio Lima (PT) foi o único candidato ao Governo do Estado, que foi receber o Termo de Compromisso com os municípios, proposto pela FECAM, durante evento com secretários municipais de Fazenda, ontem em Bombinhas. Lima recebeu o documento do diretor executivo da entidade, Rui Brun e do presidente do Confaz, Flávio Martins, secretário de Fazenda de Joinville. “Eu quero mudar Santa Catarina. Não é possível que o Estado não tenha a clareza que é preciso se aproximar dos municípios. Vou ser o governador dos 295 municípios, mas não dizendo isso apenas na palavra. Nós vamos estar presentes, mas não com este modelo de descentralização que criou esta geringonça, que substituiu os interesses do povo catarinense por interesses menores da fisiologia da política”, afirmou Décio, após receber o documento.

Educação financeira

Como cooperativa de crédito que tem uma visão diferenciada do mercado, o Sicredi se preocupa com a sua saúde financeira. É por isso, que trabalha na orientação de seus associados para que tomem as melhores decisões quando o assunto for a administração de seu dinheiro. Uma vida financeira organizada tem como resultado, a possibilidade de realizar bons investimentos, podendo render mais prosperidade e a realização dos seus sonhos. Por isso, tanto os clientes pessoa física, quanto jurídica, tem acesso as orientações do Sicredi, inclusive sobre como implementar ações e programas com o objetivo de capacitar funcionários e colaboradores, para a melhor forma de gerir aquela que é a maior contrapartida que recebem pelo seu trabalho: o dinheiro. Procure o Sicredi. Gente que coopera cresce!!

Novo vice

Com a morte do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Aldo Schneider (MDB), o vice-presidente Silvio Dreveck (Progressistas) assumiu o comando do parlamento. Com isso a vaga de 1º vice-presidente fica em aberto e, de acordo com o Regimento Interno da Casa, os deputados devem realizar uma eleição para o preenchimento do cargo.

Voto em trânsito

Quem pretende votar fora do domicílio deve fazer a solicitação em qualquer cartório eleitoral, até amanhã. Basta levar um documento oficial com foto. É possível votar em trânsito nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores. Em Santa Catarina são dez cidades. O requerimento pode ser feito para o primeiro, segundo ou para os dois turnos. Essa modalidade de votação vale somente para eleitores que estejam com o título regular.

Portanova

O candidato ao Governo do Estado, Rogério Portanova (REDE), tem compromissos agendados hoje em Tubarão e Florianópolis. As 16h30, Portanova se reunirá com os candidatos a deputado federal Leopardo Sales e, a deputada estadual, Andrea Monteiro. Eles discutirão as necessidades de uma aldeia indígena em José Boiteux.

Mariani

O candidato emedebista ao Governo do Estado, Mauro Mariani, tem um encontro hoje as 10h30, em frente a Prefeitura de São João Batista. As 12h Mariani vai a Canelinha onde será recebido pelos prefeitos, vices, candidatos e lideranças da região.

Amiotrofia

Em Joinville o candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSD), conversou com o candidato a deputado estadual, Alisson Júlio (PMN), que convive com a Amiotrofia Espinhal, desde os sete anos de idade. Júlio que é formado em Sistemas de Informação pela Udesc, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Ele contou a sua história para Merisio e falou de seus planos caso chegue ao parlamento.

Camasão na Cultura

O candidato a governador, Leonel Camasão (PSOL), foi o primeiro a participar de uma reunião do Conselho Estadual de Cultura, para apresentação de propostas. A reunião ocorreu na tarde de ontem, quando Camasão assinou uma carta de compromisso com reivindicações do setor, entre elas, o cumprimento da Lei do Sistema Estadual de Cultura, e dos editais e o restabelecimento de uma política estadual de mecenato.

Conduta

A Prefeitura de Chapecó, por meio da Procuradoria-Geral, está divulgando circular contendo orientações sobre as condutas vedadas em período eleitoral, no âmbito da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo Municipal. O objetivo é evitar a prática de atos ilícitos por agentes públicos, candidatos ou não, que possam ser considerados indevidos e impedir o uso da máquina pública em favor de alguma candidatura, assegurando a igualdade de condições na disputa eleitoral.

Legislação

O documento direcionado aos servidores da Prefeitura de Chapecó, cita a legislação sobre o processo eleitoral e é endereçado a secretários, superintendentes, diretores e gerentes. Embora se aplique diretamente aos cargos em disputa nas eleições deste ano, que é para governador, deputados estadual e federal, senador e presidente da República, há uma série de regras que devem ser observadas na esfera municipal.

ATENÇÃO!! As atividades eleitorais dos candidatos à majoritária, são divulgadas conforme são repassadas as informações pelas coligações.

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