Às vésperas de vir a SC, Ciro Gomes fala com o SC em Pauta

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) conversou hoje com o “SC em Pauta”. Na semana que antecede sua vinda para Santa Catarina (dia 22 em Chapecó e 23 em Florianópolis), se disse pronto para disputar a presidência do país pela terceira vez. Revela preocupação com o processo eleitoral que teme, possa se transformar de o “eixo de equilíbrio” em “ameaça à democracia”, numa nítida referência à candidatura de Jair Bolsonaro.

Ciro Gomes entende que chegou a hora do Brasil “discutir o seu destino”. Considera que o Brasil vive o seu pior momento, com o centro de crises econômica, política, moral e internacional. Invocando sua experiência como prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, deputado estadual, deputado federal e Ministro de pastas como a Fazenda,  e prestes a completar 60 anos, se diz pronto.

Sobre as pesquisas sugere que esta imagem pontual da liderança de Luiz Inácio Lula da Silva é uma voz de alerta, pois embora conhecido por cem por cento dos brasileiros é preferido por 30 por cento, mas rejeitado por 50, o que numa eleição de dois turnos é a fórmula da ameaça à qualquer pretensão política.

Rechaça a ideia de que toda a esquerda está desgastada e lembra as vitórias do PDT em quase todos os Estados em que disputou as últimas eleições, exceção feita à Curitiba (PR). Cola o desgaste apenas no PT, que segundo ele não soube ser humilde e se afastou das suas bases, pagando alto preço por isso. “O pecado do pecador a gente perdoa, mas não se pode perdoar o pecado do pregador“.

Anuncia que vai propor uma candidatura de centro à esquerda e descarta qualquer proposta de aliança com o PMDB, que segundo ele tem uma ala podre, que ele vai trabalhar para “destruir”. Aliás, responsabiliza o PMDB, o PSDB e o PT pela crise que o país enfrenta. Uso como  símbolo desta relação a figura de Romero Jucá (PMDB), que foi homem estratégico tanto nos governos do PSDB como do PT.

Ciro Gomes atribui a esse “Brasil de coxinhas x mortadela o ódio, o rancor e as paixões despolitizadas que esgotam o tecido democrático do país“. Lembra que a presidente Dilma Roussef (PT), não teve um dia de folga para dirigir o país, pois no dia seguinte à derrota, o PSDB iniciou o movimento do golpe. Neste cenário deteriorado que ele descreve, insere ainda os magistrados que “dão opinião vazia e falam pelos cotovelos, enquanto os procuradores se acham no direito de sugerir orientações políticas para o país“.

Sobre as reformas, admite sua necessidade, mas condena a forma deturpada com que elas estão sendo feitas, citando a reforma da previdência, que segundo ele é um “retrocesso selvagem“.

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