As movimentações dos candidatos ao Governo, partidos enfrentam dissidências após as convenções entre outros destaques

As conversas no período das convenções, geram expectativa nos candidatos e na base de seus partidos. Por isso, é comum que hajam insurgências contra as decisões tomadas, tanto, que ao final da reunião com a executiva tucana no domingo passado, o presidente estadual do PSDB, deputado Marcos Vieira pediu aos presentes que fosse respeitada a decisão que seria tomada.

Porém, também foi ele quem ouviu um desabafo do deputado federal Marco Tebaldi (PSDB), que não engoliu bem a aliança com os emedebistas. “Ficou muito ruim para nós isso aí, nossa senhora. Eu pessoalmente divulguei nos últimos quatro anos que teríamos candidatura própria. Sempre tive essa convicção. Lutei até o fim para a gente ter candidatura, para o Paulo ser o candidato, mesmo sem aliança em chapa pura. Mas não deu, a turma, sei lá, tem uma meia dúzia de pessoas lá que conduziram diferente” afirmou o parlamentar a Vieira.

Na sequência, Tebaldi disse que tinha a convicção de que o PSDB ganharia a eleição e, externou que considera os três principais candidatos ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSD), Décio Lima (PT) e o próprio Mauro Mariani, com quem o seu partido está coligado, como fracos. Também criticou a questão da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) aqui no estado. “O Alckmin vai ganhar a eleição e, quem vai levar os louros da vitória aqui em Santa Catarina é o Jorge Bornhausen. “Ficou ruim para o partido, ficou ruim para todos nós”, lamentou.

Mas, se parte do tucanato não aprovou o apoio ao MDB, na coligação liderada pelo PSD e Progressistas, também houveram algumas manifestações contrárias de lideranças do Democratas. “Esse não foi o combinado dentro do partido. O João Paulo era o candidato ou no mínimo, o vice do Amin. Foi isso que nós aprovamos em convenção”, esbravejou um demista.

O fato é que os ânimos ficam exaltados, principalmente dos que tem fatores locais que, para eles, afetam diretamente os seus redutos. Mas a questão é: agora que as coligações estão formadas, quem teria coragem de ir contra o seu próprio partido?

Café com aliança 

Mariani conversou com deputados de partidos coligados.

Candidato do MDB ao Governo do Estado, o deputado federal Mauro Mariani encontrou-se com os colegas Geovania de Sá (PSDB), Carmen Zanotto (PPS), Ronaldo Benedet (MDB) e Jorginho Mello (PR) no cafezinho da Câmara dos Deputados, em Brasília, no começo da tarde de ontem. Mello buscará uma vaga no Senado em 7 de outubro, enquanto os outros buscarão a reeleição para a Câmara. Durante a conversa, Mariani destacou o papel fundamental que as mulheres terão neste pleito. Deu tempo para falar também sobre as coligações proporcionais dos partidos que apoiam o emedebista. No caso da eleição para deputado estadual, o MDB estará ao lado do PSDB, enquanto que o PPS e PR estarão juntos com PTB, DC, PRTB, Avante e PTC. Na proporcional para federal, MDB e PR estão juntos, ao passo que PSDB e PPS juntarão forças com PTB e DC.

Pessedista critica

Uma liderança pessedista entrou em contato provocada pela coluna de ontem. Reconhece que de fato será um verdadeiro desafio administrar o Estado. Mas lembra que é importante dar nome aos bois pelos problemas citados por este colunista. “Recordo que a alteração nos percentuais de repasses do duodécimo para os poderes foi desenhada no governo emedebista de Luiz Henrique da Silveira. Lembro que os esqueletos foram colocados no armário lá na década de 90, em outro governo do agora MDB, Paulo Afonso Vieira, uma penca bem grande de penduricalhos: Invesc, Letras, processo pelo pedágio da SC-401”, escreveu encerrando com um questionamento: “Um novo governo do PMDB teria mais chance de acrescentar novos problemas ou de resolvê-los?”

Se licenciará

O prefeito de Chapecó Luciano Buligon (PSB), após ter se destacado ao ajudar nas discussões para o fechamento da aliança que será liderada pelo PSD de Gelson Merisio. Foi chamado para mais uma missão, que será cumprida durante o pleito. Buligon enquanto comia uma banana, me disse em seu gabinete que primeiramente quer colocar a “casa em ordem”, mas informou que se afastará pelo período de um mês para ajudar a candidatura de Merisio. Como o vice-prefeito, Elio Cella (PR), é candidato a deputado estadual, quem deverá assumir o comando do município é o presidente da Câmara Municipal, Itamar Agnoletto (PSDB).

Caminhada ao TRE

Camasão e Caroline caminharam até o TRE.

Na tarde de ontem para homologar as candidaturas do PSOL, que foram feitas online. O candidato ao Governo do Estado, Leonel Camasão e a sua vice, Caroline Bellaguarda (PCB), foram até a sede do TRE. Na verdade, foi um ato político, programado previamente para chamar a atenção para o registro da chapa. Estavam presentes, além de Camasão e Caroline, alguns candidatos à proporcional pela coligação “Um caminho pra gente”, formada pelo PSOL e PCB.

“Carta a Décio”

O ex-prefeito de Chapecó e ex-ministro José Fritsch (PT), enviou uma carta emocionada ao candidato petista ao Governo do Estado, deputado Décio Lima (PT). Fritsch elogiou a escolha do nome de Alcimar de Oliveira, o Kiko, para a vaga de vice e, considerou que o clima está favorável para uma campanha a qual prevê que será vitoriosa para o PT. Além disso, ele chamou a atenção para a eleição presidencial, a qual acredita que terá o ex-presidente Lula no cenário. “A disputa nacional com Lula, Haddad e os candidatos e candidatas espalhados por todos os “cantinhos” do nosso país, vão se apaixonar ainda mais, pelo maior cidadão brasileiro Luís Inácio Lula da Silva, “preso político”, o mensageiro da esperança de um pais livre, democrático e soberano”, escreveu Fritsch, que encerrou da seguinte forma: “Somos nós todos os vossos obreiros para alcançar essa vitória tanto esperada no solo catarinense de Anita Garibaldi e, tantos outros lutadores do povo”, completou.

 Quase

O vereador de Chapecó, Ildo Antonini (DEM), por pouco não se tornou um dos suplentes ao Senado, de Esperidião Amin (Progressistas). Lideranças demistas trabalharam para que ele fosse incluído na nominata, porém, não teve espaço.

Elevado

A Caixa Econômica Federal e a prefeitura de Chapecó firmaram ontem, um contrato de financiamento no valor de R$ 15 milhões para a conclusão das obras do elevado, no entroncamento das Avenidas Leopoldo Sander, Atílio Fontana e o Contorno Viário Oeste. Os recursos são da Caixa através do Programa Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA), na modalidade Despesa de Capital, para apoio financeiro.

Cronograma

A liberação do recurso à Prefeitura de Chapecó, acontecerá em 13 parcelas, conforme andamento da obra, prevista para acontecer em 13 meses. Cada parcela será liberada mediante comprovação da aplicação do recurso na etapa anterior. O financiamento terá carência de 24 meses para início da amortização, que irá ocorrer em 96 meses.

Baixa

O ex-diretor do Deinfra, Wanderley Agostini, desistiu de disputar eleição a deputado estadual. Ele é filiado ao PSD e já comunicou a Gelson Merisio e Raimundo Colombo.

Fiscalização

Importante a iniciativa do setor empresarial de Chapecó. Presidentes e dirigentes das entidades do setor produtivo, decidiram acompanhar todas as audiências da Câmara Municipal. O objetivo é de acompanhar de que forma trabalham os vereadores, além de, in loco, participar de forma ativa das principais discussões que interessam à população.

Greve dos caminhoneiros

Aconteceu ontem a primeira reunião sobre Sistemas de Logística da Agroindústria Catarinense. O encontro foi realizado na sede da Aurora Alimentos em Chapecó e teve como principal objetivo discutir os efeitos da greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio deste ano. O comandante da Polícia Militar, coronel Araújo Gomes, participou do encontro com o presidente da Aurora, Mário Lanznaster e, segundo ele, a greve dos caminhoneiros identificou a necessidade de maior conhecimento, proximidade e protocolos entre a segurança pública e o setor do agronegócio.

Agenda

Com a participação também da Secretaria de Estado da Agricultura e do Sindicarne, foi produzida uma agenda para fazer essa aproximação, troca de informações e criação de protocolos de crise. Na reunião em Chapecó, especialistas da Polícia Militar da área de inteligência e operações, com o comando buscaram mais informações para a elaboração de um plano integrado de resposta à crises do setor do agronegócio, que ajudará na integração da corporação aos planos para emergências sanitárias e o aumento do controle sobre as divisas e fronteiras do Estado.

Para Araújo Gomes, essas parcerias “devem tornar Santa Catarina no setor de proteínas animais, um Estado mais fortalecido diante de movimentos paredistas e que impactam a infraestrutura.

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