As formas de se analisar o encaminhamento da PGR sobre Colombo

Há duas maneiras de enxergar a conclusão da Procuradoria Geral da República sobre o processo que envolve o governador Raimundo Colombo, nas denúncias da JBS e Odebrecht. Uma é de que foi inocentado da acusação de corrupção e recebimento de propina. É assim que o governador enxerga. A outra é que ele foi denunciado por caixa dois. A partir do ponto de vista é que se constrói o futuro do processo de montagem das alianças. Há quem enxergue Colombo fragilizado, há quem o enxergue aliviado. O que fica claro é que ele vem perdendo a capacidade de articulação. Ele será conduzido por Gelson Merísio, se ficar no PSD, ou por Eduardo Moreira se optar por ir para o DEM.

Na pauta
Saiu no final da tarde de sexta-feira a notícia de que a Procuradoria Geral da República estava arquivando a acusação de corrupção e recebimento de propina pelo governador Raimundo Colombo, da JBS e Odebrecht, mas denunciando-o por caixa dois. Este foi o assunto do fim de semana em todas as rodas políticas e continua sendo no início desta semana.

E agora?
A principal especulação decorrente do fato novo na política catarinense é se o governador Raimundo Colombo pode ou não rever sua posição de renunciar o cargo, no dia 7 de abril. Se fizer isso, perde o foro privilegiado e o assunto desce para ser julgado pelo juiz Sérgio Moro. Se estiver governador, segue com o foro privilegiado e o caso será analisado no Superior Tribunal de Justiça.

Com privilégio
O advogado Pierre Vanderlinde, presidente da Comissão Eleitoral da OAB/SC, consultado sobre a situação de Raimundo Colombo, acredita, à primeira vista, que não há vantagem em o governador manter foro privilegiado. Isso porque o julgamento do caso de caixa dois no STJ pode ser mais rápido e por ser de colegiado seria aplicado ainda nesta eleição.

Sem privilégio
Se o governador renunciar, como está previsto, ele perde o foro privilegiado e o processo desce para o juiz Sérgio Moro, que pode até julgá-lo até a eleição, mas em decisão monocrática, o que não se aplica até a eleição. Só após a decisão de Moro é que o assunto iria para o TRF-4, porém, neste tempo Colombo pode estar eleito Senador e o processo volta ao STJ porque ele teria retomado o foro privilegiado.

Fogo amigo
Impressionante como qualquer movimento jurídico envolvendo políticos do Estado remete à suspeitas de que o PSD está se digladiando internamente. Quando o deputado federal João Rodrigues foi preso havia suspeita de que a Justiça tenha sido provocada e apressada por manobras internas no PSD. A divulgação da notícia sobre Raimundo Colombo, sexta-feira, foi na mesma linha.

Visita
O governador Raimundo Colombo esteve neste domingo em Porto Alegre, na carceragem da Polícia Federal, onde visitou o deputado federal João Rodrigues (PSD),que segue preso. A visita foi agenda pela esposa do parlamentar.

Um dia antes
Chama atenção a visita de Colombo a Rodrigues um dia após demorada conversa que o governador teve como deputado federal João Paulo Kleinubing, que assim como o parlamentar preso estariam analisando a possibilidade de migrar para o Democratas.

 

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