ALMOÇO DE COLOMBO, SOBREMESA DE AMIN

A quinta-feira terminou com reunião de João Paulo Kleinubing (DEM) em reunião com os tucanos Napoleão Bernardes e Dalírio Beber, em Blumenau. O PSDB aposta em JPK candidato a vice. Esse acerto pode ter sido fechado ontem à noite (a coluna foi escrita mais cedo). A chapa teria Paulo Bauer com JPK e Napoleão Bernardes (um só) ao Senado. Antes do jantar, porém, existiu um almoço e nele JPK também esteve presente. Tratou de um cenário diferente e bem favorável a Raimundo Colombo. A proposta do almoço teria sido: Gelson Merísio (PSD) para governador e Ângela Amin para vice, com Raimundo Colombo e João Paulo Kleinubing ao Senado.

SUICÍDIO

João Paulo Kleinubing sendo candidato ao Senado numa chapa que tem Merísio e Ângela na cabeça com Raimundo Colombo na outra vaga do Senado é o suicídio. A tendência é que nesta linha de quatro só se salva Raimundo Colombo. JPK disputaria o Senado em desvantagem com dois ex-governadores: Colombo e Paulo Afonso (MDB). 

A FAMÍLIA

No Sul é vista como uma estratégia ameaçadora a tese de Esperidião Amin sair do jogo oferecendo a sua esposa como candidata a vice. O segmento de deputados do PP considera Esperidião para governador ou para o Senado. Por isso o sul indicou Jorge Boeira à vaga de vice. Se Amin sair e colocar a mulher no processo é porque ele quer – assim como em 2014 – ditar a regra do jogo e neutralizar a presença de qualquer outro progressista que não seja “da família”.

OPINIÃO

Ângela Amin vice de Gelson Merísio só vale se João Paulo Kleinubing ficar na mesma chapa. Se JPK ficar com o PSDB, Ângela não vai para a majoritária e Esperidião vai para o Senado, pois neste caso conta com o segundo voto dos tucanos. JPK e Amin são tão sintonizados quanto Amin e Paulo Bauer.

CRISE INTERNA

O fato é que não e de hoje – antecede 2014 – que o Partido Progressista abriu enorme fenda na sua base. De um lado Amin e os seus e de outro os demais. Essa divisão interna foi provocada pelo individualismo de Amin e a esperteza de Luiz Henrique da Silveira, que quando governador trabalhou forte isso na cabeça dos deputados progressistas. Ocorre que este grupo não mostra força para enfrentar Amin internamente.

LEVANTE

A reunião que o PP do Sul fez quinta-feira à noite em Tubarão, sob a liderança do prefeito local Joares Ponticelli, foi vista como uma ameaça à liderança de Esperidião Amin. Os “aministas” reagiram de várias formas ontem, inclusive, antes que a notícia tivesse chegado na capital. Quer dizer, os “aministas” seguem o líder. O racha interno no PP é indisfarçável.

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