Agroindústrias em alerta, a visita do ministro Marun, a colheita de Colombo entre outros destaques

Aves estão ficando represadas nas propriedades.

O agronegócio brasileiro tem resistido há anos as crises econômicas as quais temos enfrentado. Até mesmo na época da maior dificuldade enfrentada por nós, no governo de Dilma Rousseff (PT), lá estava o setor sendo decisivo para que os resultados não fossem ainda piores, gerando um bom desempenho em relação a balança comercial, na geração de emprego e renda, sem contar os tributos pagos.

Os anos de 2015 e 2016 apareceram como os da redenção, porém, em 2017 veio a malfadada “Carne Fraca”, operação em que as empresas JBS, dona das marcas Seara, Swift, Friboi e Vigor, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão, foram acusadas de adulteração das carnes produzidas em seus frigoríficos. O problema é que o mercado se comunica, não há uma parede protetora que separe os que trabalham corretamente dos que optam pelas más práticas, fazendo com que todo o setor fosse visto com desconfiança fora do Brasil.

Um exemplo é a Aurora, cooperativa de qualidade reconhecida internacionalmente devido a sua produção e, sem nenhum envolvimento nas fraudes, mas que teve os seus contêineres barrados em portos até que a crise fosse resolvida. Depois da solução agora vem mais uma bomba: A Operação Trapaça na BRF, que é um desdobramento da Carne Fraca, que apura supostas fraudes em seu processo de exames em amostras de produtos, com a finalidade de burlar o Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura.

Essa nova situação começa a gerar uma grande preocupação aqui em Santa Catarina e sobretudo no Oeste. Já provocou o anúncio da BRF de que está dando férias coletivas em sua unidade de Capinzal, e a Aurora também dará férias coletivas em sua unidade de Abelardo Luz de 1º a 30 de junho, o que representará uma redução de 13,4% dos abates totais da cooperativa. Até lá, o trabalho segue, pois ainda serão abatidos os animais já represados. Essas férias foram programadas porque a União Europeia não recebe o nosso frango, e nem a Rússia os suínos, o que fez com que os produtos tivessem que ser destinados ao mercado interno.

Para piorar, os preços do milho e do farelo de soja aumentam as dificuldades do setor, que já teve que baixar os preços para reduzir um pouco dos seus estoques parados nas empresas e em alguns mercados. Em conversa com o vice-presidente da Coopercentral Aurora Neivor Canton, recebi a informação de que as demissões estão descartadas, porém, se não houver uma rápida melhora da situação, outras unidades poderão entrar em férias coletivas nos próximos meses, pois, não há mais como estocar o produto. Já a médio prazo, se as portas dos países compradores seguirem fechadas, o Oeste poderá sentir em sua economia, pois, somente a cadeia de aves gera inúmeros postos de trabalho em toda a região.

Mas, a situação ainda é observada com cautela, sem alardes, pois, também é importante dizer que esses mercados precisam dos nossos produtos, tanto, que os clientes estão querendo fazer pedidos, mas, dependem da reabertura de seus países. Portanto, além da questão sanitária gerada pela crise na BRF, também há uma pitada de relação comercial que ainda precisa ser melhor trabalhada pelo nosso país e, quem sabe com a força do governo catarinense através de missões.

Missões

O diretor executivo do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados de SC (Sindicarne) e também da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) Ricardo de Gouvêa, vê com preocupação, sobretudo por causa das operações que tem revelado algumas situações que prejudicam a imagem do agronegócio. Gouvêa também se preocupa com o fato da produção não poder parar neste momento em que os estoques estão lotados. “Não é como na industrial metalmecânica onde você pode parar a produção. O frango que está sendo abatido hoje, foi programado há três anos, enquanto que o suíno há cinco anos atrás. A cadeia não para”, afirmou Gouvêa. Ele pede rapidez ao Ministério da Agricultura e da Indústria e Comércio, destacando que não há problema sanitário no país.

Calma…

O governo brasileiro e até mesmo o catarinense precisam buscar o restabelecimento das vendas de frango à União Europeia e de suínos à Rússia. Vale destacar que o mercado asiático e da América do Sul seguem comprando normalmente, mas não é o suficiente para absorver a nossa produção. A principal medida é essa, qualquer outra ação é considerada ineficaz. Porém, frente a todo esse cenário, precisamos ter muita calma. Ainda temos muito a explorar um mundo ávido por alimento de qualidade e, sim, nós temos a qualidade, e o potencial para ter uma quantidade de sobra para atender ao mercado internacional. Se quer um exemplo, hoje somente na China tem uma população de 1,37 bilhão de pessoas. Imagina se cada um passar a comer um peito de frango a mais, o quanto isso representa? E a África, que ainda sofre com uma miséria absurda e o nosso governo até hoje, não pensou num plano estratégico de erradicação da fome nesses países, construindo uma parceria com os mais desenvolvidos. É hora de criatividade.

Colhendo

O governador Raimundo Colombo (PSD), católico praticante, seguiu a tradição em sua propriedade em Lages ao acordar cedo no dia de ontem, para colher Macela. Colombo em todos os anos, faz a colheita logo de manhã. Enquanto descansa com a família e passa o feriado de páscoa, ele pensa em outra colheita que é a eleitoral. Para isso, Colombo já se reaproximou do pré-candidato ao Governo do Estado Gelson Merisio (PSD), como uma forma de reconstruir a sua relação com a bancada estadual, um tanto abalada desde que ele adiantou a passagem do governo a Eduardo Pinho Moreira (MDB). Mesmo assim, Colombo terá que atuar muito para poder colher a união partidária a qual não havia sido plantada até o momento.

Suprapartidária

A reunião de trabalho no gabinete do governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) na quinta-feira (29), para formalizar a incorporação de R$ 10 milhões mensais às verbas já repassadas pelo Governo Federal para Santa Catarina, reuniu representantes de diversos partidos. Estavam presentes, além do governador, os deputados federais Jorginho Mello, presidente do PR catarinense e coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense; Carmen Zanotto (PPS); e Rogério Peninha Mendonça (MDB). A frase do secretário da Saúde, Acélio Casagrande, durante a coletiva de imprensa logo após a reunião, resume e explica o fato: “A saúde é uma bandeira suprapartidária”.

Foto: Júlio Cavalheiro

Com Marun

Quando chegou a Florianópolis o ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun, se reuniu a sós com o governador em exercício Eduardo Pinho Moreira (MDB). A conversa não revelada, tratou da eleição em Santa Catarina. Mais tarde em encontro mais aberto, Marun garantiu que não haverá qualquer tipo de interferência na executiva estadual do MDB catarinense, para definir o seu projeto estadual, já que o partido aqui é considerado pelos caciques nacionais o mais forte de todo o país. Marun afirmou ainda que é muito amigo do pré-candidato a governador Mauro Mariani (MDB) e do secretário de Estado adjunto da Fazenda, Marco Aurélio Dutra, e que a definição do nome da legenda entre Pinho Moreira e Mariani será feita com toda a tranquilidade.

Apoio

O ministro Carlos Marun não poupou elogios ao governador em exercício Eduardo Pinho Moreira (MDB), e em reservado chegou a dizer que o presidente Michel Temer (MDB) que dar todo o apoio necessário para o partido na eleição estadual. Porém, com toda essa situação em Brasília, será que os emedebistas catarinenses aceitarão a ajuda de Temer, que se vê na situação mais difícil de seu mandato até o momento, devido a prisão de seus amigos?!

Catarinense ministro

O deputado federal Eduardo Peninha Mendonça (MDB) pediu diretamente ao ministro Carlos Marun, que o catarinense Vinicius Lumertz que ocupa a presidência da Embratur, seja o novo ministro do Turismo. Lumertz é um dos nomes mais preparados do setor em todo o país, mas resta saber como o governo de Michel Temer (MDB) definirá o nome que ocupará o ministério. Se a escolha for política, Lumertz seguirá na Embratur.

Lumertz por hora, segue na Embratur.

PSL em Chapecó

O partido do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), realiza hoje e amanhã no Hotel Mogano Premium no centro de Chapecó, uma campanha de filiações. O principal foco é filiar pessoas que desejam se candidatar a deputado estadual e federal, porém, mesmo quem não quiser ser candidato, poderá assinar ficha no partido. O horário será das 09h as 18h.

Planejamento

Fábio Botelho poderá assumir o comando da Secretaria de Estado do Planejamento. Por hora, a pasta está a cargo do secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, que está encarregado de comandar também o Planejamento, até que seja definido o próximo secretário. Botelho foi adjunto de Murilo Flores e segue no cargo. Ele deve dar uma resposta ao governador em exercício Eduardo Pinho Moreira (MDB) nesta semana, para dizer se fica no cargo.

Temer

Há alguns meses eu escrevi neste espaço, que a situação do presidente Michel Temer (MDB) era difícil. Com a prisão de seus amigos, ele chega a situação mais delicada de seu curto mandato. Em Brasília alguns colegas que conversei, afirmam categoricamente que uma terceira denúncia será encaminhada, o que poderá ser o início de um fim antecipado do governo Temer. Todos os ouvidos disseram que ele ainda deve a fatura das outras duas denúncias, ou seja, não cumpriu nem a metade de suas promessas aos deputados federais, o que o deixa sem crédito para pedir um novo apoio à Câmara. Além disso, a proximidade das eleições geram um grande temor nos deputados de não se reelegerem caso apoiem o presidente.

FELIZ PÁSCOA A TODOS!!

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