Acordo sobre o Piso Salarial de SC deve seguir para a Assembleia em fevereiro

Agora só depende da agilidade do Governo de SC, e logo após dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa, para que o novo Piso Regional Salarial de Santa Catarina passe a valer, retroativo a 1 de janeiro de 2018. As comissões de trabalhadores e patronal entregaram ao governador em exercício, Eduardo Moreira (Raimundo Colombo está em viagem internacional), nesta quinta-feira (25) pela manhã o documento do acordo que reajusta os valores das quatro faixas do Piso Salarial Estadual para o ano de 2018.

Registro da reunião no dia 18 de janeiro quando o acordo do Piso Salarial de SC foi fechado – Foto: Dieese/SC

O acordo foi fechado no dia 18 de janeiro, durante a segunda rodada de negociação. Depois de amplo debate entre as partes, chegou-se ao consenso de 2,95% de reajuste salarial, percentual referenciado pelo IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo) e que representa aumento real de quase 50% sobre a inflação registrada de 1º de janeiro a 1º de dezembro de 2017, de 2,07%. Nos próximos dias, o Governo do Estado deve enviar Projeto de Lei à Assembleia Legislativa.

Aumento real para quatro faixas salariais
Esse percentual de reajuste será aplicado em todas as quatro faixas salariais que compõem o Piso Salarial Estadual. A primeira faixa passou de R$ 1.078,00 para R$ 1.110,00; a segunda faixa, de R$ 1.119,00 para R$ 1.152,00; a terceira faixa subiu de R$ 1.179,00 para R$ 1.214,00, e a quarta faixa salarial passou de 1.235,00 para R$ 1.271,00.

Na avaliação do diretor sindical do Dieese e coordenador da negociação pelo reajuste do Piso, Ivo Castanheira, o resultado da negociação deste ano foi o possível, diante da atual conjuntura econômica. “O índice negociado está acima do INPC e o mais importante é que conseguimos manter uma política de atualização do Piso Estadual”, comentou Castanheira.

Para o supervisor técnico do Dieese, José Álvaro Cardoso, que participa das negociações juntamente com os representantes das centrais e federações de trabalhadores de Santa Catarina, o Acordo “está longe do ideal”, mas acrescenta: “Corrigimos a inflação e colocamos 0,9% de ganho real em cima do Piso”.

O economista lembra que o país “vive uma situação muito ruim, com crise política”, e que, mesmo assim, a negociação apontou para melhorias aos trabalhadores e trabalhadoras. “O fato de conseguirmos negociar outro índice, o IPCA, servirá de referência para as demais negociações no estado”, destaca José Álvaro. Os novos valores do Piso Salarial Estadual são retroativos a 1º de janeiro de 2018.

Novos valores e faixas salariais do salário mínimo regional de SC

Primeira faixa: R$ 1.110,00
Trabalhadores: na agricultura e na pecuária; nas indústrias extrativas e beneficiamento; em empresas de pesca e aquicultura; empregados domésticos; em turismo e hospitalidade;  nas indústrias da construção civil; nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos; em estabelecimentos hípicos; e empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.

Segunda faixa: R$ 1.152,00
Trabalhadores: nas indústrias do vestuário e calçado; nas indústrias de fiação e tecelagem; nas indústrias de artefatos de couro; nas indústrias do papel, papelão e cortiça; em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas; empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas; empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e nas indústrias do mobiliário.

Terceira faixa: R$ 1.214,00
Trabalhadores: nas indústrias químicas e farmacêuticas; nas indústrias cinematográficas; nas indústrias da alimentação; empregados no comércio em geral; e  empregados de agentes autônomos do comércio.

Quarta faixa: R$ 1.271,00
Trabalhadores: nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico; nas indústrias gráficas; nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana; nas indústrias de artefatos de borracha; em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito; em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade; nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas; auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino); empregados em estabelecimento de cultura; empregados em processamento de dados; empregados motoristas do transporte em geral; e empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.

* Com informações do Dieese/SC, Governo de SC e Fiesc

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