Ação da Polícia Federal investiga lideranças do PMDB de SC

Atual secretária da Justiça e Cidadania do Governo de SC, deputada Ada de Luca é alvo da operação

No mesmo dia em que o PMDB de SC realiza sua última movimentação política do ano no sul do estado, em Criciúma e região, a Polícia Federal faz operação de busca e apreensão para investigar falsa prestação de contas de campanha, caixa dois, corrupção eleitoral e formação de quadrilha em relação as eleições de 2014 para a Assembleia Legislativa que envolve, segundo documentos da PF, a secretária de Estado da Justiça e Cidadania e deputada Ada de Luca do PMDB. Ironicamente, ela também tem sua base eleitoral no sul de Santa Catarina.

República Velha e silêncio das lideranças
Denominada de República Velha pela PF, a operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em Florianópolis, Criciúma, Içara e Morro da Fumaça. O governador Raimundo Colombo (PSD) disse, por meio da assessoria, que só vai se manifestar após mais informações. O presidente do PMDB de SC, deputado federal Mauro Mariani, e o vice-governador Eduardo Moreira, também do PMDB, ainda não se manifestaram. A deputada e secretária também não foi localizada. Há espanto no mundo político do estado, e os desdobramentos são imprevisíveis, a depender do conteúdo da denúncia e do que será exposto nos próximos dias.

Os policiais realizaram busca e apreensão na Secretaria de Justiça e Cidadania, de onde levaram um computador e documentos. Outra busca e apreensão foi realizada no apartamento da deputada secretaria, localizado na Beira-Mar Norte, em Florianópolis. No início da semana a deputada licenciada passou o comando do PMDB Mulher para sua correligionária Dirce Heiderscheidt, e se preparava para buscar a reeleição.

PF aponta pouco mais de R$ 500 mil sem declaração
Em 2014, Ada concorreu e foi reeleita deputada estadual pelo PMDB com 47.813 votos. Em 2015 ela deixou a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para assumir a Secretaria de Justiça e Cidadania no governo de Raimundo Colombo.

O delegado da Polícia Federal, Rafael Broietti disse em matéria para a rede NSC TV que a suspeita é que o valor que teria sido usado para financiar a campanha e comprar votos é de mais de R$ 500 mil. “O que consta na contabilidade paralela são em torno de R$ 560 mil. Para se ter uma ideia, foi declarado em média pouco mais de R$ 700 mil. Então, gira em torno de 70% do que foi declarado à Justiça”, disse o delegado.

Estranhamento do PMDB de SC
Ouvidas algumas lideranças do PMDB, as fontes acham estranho que a medida seja realizada justamente agora, quase quatro anos depois das eleições, e no momento em que o PMDB catarinense busca se descolar do PMDB Nacional, cujos membros da executiva e também vários parlamentares são acusados e investigados por vários crimes, entre eles, corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Veremos as manifestações do PMDB de SC, da deputada Ada de Luca, e do governador Raimundo Colombo e seu vice, Eduardo Moreira. O que era para ser uma grande festa no sul do estado, virou quase velório.

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