O Sul procura uma substituto para Moreira

O discurso é de despedida do Sul no governo do Estado. Há um clima de lamentação, especialmente do MDB e de setores do segmento empresarial, leiam-se aqueles mais identificados com Eduardo Moreira. Alguns sugerem que a região vai necessitar de uma ou duas décadas para recuperar o espaço que ele ocupou nos últimos 16 anos. O presidente do Sindicato da Construção Civil, Olvacir Fontana, por exemplo, chegou a liderar um movimento que sugeria campanha suprapartidária pela manutenção de Moreira neste papel. Foi vencido. Teria perdido inclusive o buscado apoio do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB). Na oposição há quem considera que é tempo de trocar a liderança, como diz o presidente municipal do PP, Itamar da Silva: “acabou o tempo do Eduardo. Ele teve o seu tempo de fazer e fez pouco”.

CANDIDATOS

Para esta eleição existem dois nomes do Sul na lista dos “sulistas” para compor em alguma chapa majoritária. O nome do deputado federal Jorge Boeira (PP) já esteve mais próximo. Se o PSDB tiver chapa pura, como parece ficar cada dia mais evidente, é  deputada federal Giovânia de Sá que pode ocupar este espaço.

SOU DO SUL

Entre todos os nomes que devem estar em chapa majoritária o melhor identificado com o Sul, embora seus vínculos não sejam diretos, é o do deputado João Paulo Kleinubing (DEM). Ele é o que se classifica hoje de político de chegada (de ponta). Ele reivindica, com fortes argumentos, que é representante do Sul, embora natural e residente em Blumenau. A família de JPK é de Criciúma.

PROPOSTA

Numa reunião realizada domingo em Florianópolis, com participação de representantes do PSD, DEM, PSB e PP, teria sido sugerida a composição de uma chapa com Gelson Merísio governador, João Paulo Kleinubing vice com Esperidião Amin e Raimundo Colombo para o Senado. JPK ouviu e saiu em silêncio.

VERTICALIZAÇÃO

O presidente estadual do PSD, deputado estadual Gelson Merísio esteve em Brasília ontem para tratar de amarras que podem influenciar na composição em Santa Catarina. Nestes dias “Brasília fica logo depois da ponte” para os líderes políticos. Tem que amarrar aqui e fechar o nó na capital federal, Caso contrário desata fácil.

CULPA DO SISTEMA

O setor de tecnologia que vem transformando os números da economia catarinense reclama a ausência do cumprimento de promessas assumidas pelo governador Eduardo Moreira. Trata-se da liberação de recursos já aprovados no programa Sinapse da Inovação. Só a região de Criciúma deixa e receber cerca de R$ 1 milhão. O argumento, como sempre, é a falta de dinheiro.

 AFASTADO O presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Júlio Colombo voltou a se afastar para tratamento de saúde. Desde o início deste mandato (início do ano passado) ele enfrenta problema de diabetes. Agora fica fora por 15 dias. O vice-presidente Daniel Freitas assume a presidência. Plenário fica com 16 vereadores.

TECNOLOGIA Vale a pena buscar respostas sobre as razões pelas quais a região sul é a única do Estado a seguir sem o seu Centro de Inovação Tecnológica. O Estado construiu 11, sendo que Lages e Jaraguá do Sul já inauguraram os seus. O de Tubarão, que inicialmente não estava previsto, agora está quase pronto.

PÁRA NÉ O PT fazer disparos pesados contra a gestão do presidente Michel Temmer é o mesmo que o MDB de Santa Catarina dizer que nos últimos anos o Estado foi delapidado pela gestão de Raimundo Colombo. Um era sócio do outro. Um apresentou o outro à sociedade e andou com ele enquanto as circunstâncias lhe eram favoráveis.

COMPARAÇÃO É bem provável que o Centro de Inovação de Criciúma se transforme num destes projetos intermináveis como o Banco de Olhos que figura a mais de década como obra para ser concluída em breve.

PIADINHA Brasileiro perde dinheiro, mas não perde a chance de fazer piada. Perde a Copa do Mundo, mas não a chance de criar uma piada. A mais recente é que a seleção da Bélgica fez como os caminhoneiros: “pararam o Brasil para nada”.

FRASE DO DIA

“Hoje em dia a defesa dos direitos dos acusados não está num bom momento. O mesmo prestigio que se dá à acusação, deve ser dada à defesa do individuo. Se não for assim, não haverá estado de direito.”.

Paulo Brincas, presidente estadual da OAB, ontem durante inauguração de sala para advogados realizarem seu trabalho no Presídio Santa Augusta.

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